NOVA CRISE DOS CORREIOS SOB GESTÃO PETISTA.
Não foi só a chamada “taxa das blusinhas” que colocou os Correios em situação operacional muito difícil. Não foram somente os resultados financeiros desfavoráveis, a fraca competitividade no mercado atual e a demora excessiva na entrega dos serviços postais que colocaram os Correios em crise e em baixa, novamente, mas também a péssima gestão no estilo petista. Aliás, nos governos petistas as estatais sangram, e com os Correios não foi diferente, pois o rombo é enorme e vergonhoso.
O caos está implantado. O Tesouro Nacional projeta que o rombo nas contas dos Correios pode chegar a R$ 9,1 bilhões até o final de 2026. A estatal depende de empréstimos garantidos pelo próprio Tesouro e enfrenta resistência dos bancos para uma segunda rodada de crédito.
O governo Lula, como sempre, não resolve os problemas e empurra-os para o próximo mandato, seja de quem for. E é neste cenário de crise nos Correios que o governo federal decidiu adiar para 2027 o aporte bilionário previsto no contrato de reestruturação da empresa. O socorro financeiro ficará entre R$ 5 bilhões e R$ 8 bilhões, segundo levantamento da Folha de S. Paulo.
A desculpa do governo lulista para o adiamento é a de que se trata de uma “estratégia de monitoramento”. Mas para o mercado financeiro, o diagnóstico é mais grave: a estatal enfrenta pressão crescente de credores e risco real de inadimplência. Ou seja, os Correios estão quebrados e quase inoperantes.
A performance dos Correios é dramática. A culpa é do governo petista, que não sabe administrar e ainda erra ao adiar soluções. Nota-se uma enorme fragilidade fiscal do atual governo, que prefere postergar uma obrigação bilionária para não pressionar o Orçamento em ano eleitoral.
Segundo a imprensa, o governo petista alega que o aporte da União está contratualmente amarrado a um empréstimo de R$ 12 bilhões firmado com um consórcio de bancos em 2025. Ora, os meses se passaram, a injeção de capital não chegou, e Lula e sua equipe não conseguiram até agora equilibrar as contas dos Correios.
Para financiar o plano de reestruturação, os Correios foram autorizados pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) a buscar mais de R$ 8 bilhões em crédito com garantia da União, elevando o limite global de crédito da estatal para R$ 23,6 bilhões. Porém, a realidade das negociações mostra que os bancos resistem em emprestar dinheiro aos Correios.
Diante dessa resistência, os Correios reduziram suas pretensões, e agora pedem algo entre R$ 5 bilhões e R$ 6 bilhões. Mas a desconfiança é grande por parte dos bancos, uma vez que o consórcio que concedeu o primeiro crédito de R$ 12 bilhões em 2025 — composto por Bradesco, Banco do Brasil, Caixa, Itaú e Santander — demonstra muita cautela nesse novo momento. E conforme informado pelo jornal Gazeta do Povo, os bancos avaliam que o interesse em uma segunda rodada de crédito pode ser reduzido ou até nulo, dada a deterioração do fluxo de caixa da estatal.
Com o recuo dos bancos, o plano de recuperação dos Correios aposta em cortes internos para compensar a dificuldade de captação externa. O planejamento baseia-se no corte de custos e na venda de ativos – a recuperação de produtividade não integra o conjunto de medidas.
Também segundo o jornal Gazeta do Povo, as medidas de corte anunciadas pelos Correios incluem:
- Redução de pessoal: Programa de Demissão Voluntária (PDV) com meta de reduzir 15 mil funcionários em dois anos — corte de 18% na folha de pagamentos. Até o momento, a primeira fase teve adesão de cerca de 2 mil servidores.
- Fechamento de agências: dos atuais 5 mil pontos de atendimento, os Correios pretendem fechar mil agências.
- Venda de patrimônio: meta de arrecadar R$ 1,5 bilhão até dezembro com a venda de imóveis. Em fevereiro, 21 imóveis já foram leiloados.
- Corte de despesas: redução direta de R$ 2 bilhões em gastos com pessoal.
Apesar dos cortes severos, a recuperação das receitas ainda não surtiu o efeito esperado. A administração da estatal deposita suas esperanças na retomada de rotas de entrega de parceiros estratégicos nos próximos 12 meses. Contudo, o que se vê atualmente são reclamações diárias contra os serviços do Correios – erros de percursos; enganos de destinos; demora e atrasos constantes nas entregas de encomendas e correspondências.
Em face desses resultados horrorosos em tudo que toca e administra, o governo Lula deveria aprender com o ex-presidente Jair Bolsonaro, que no período de 2019/2022 conseguiu apurar excelentes lucros nos Correios com um processo de reestruturação focado na preparação de uma possível privatização, que não chegou a ser concluída. Mas o certo é que no governo Bolsonaro os Correios registraram lucro recorde de R$ 3,7 bilhões só em 2021. E tem mais, segundo divulgado pelo jornal Estadão: durante o governo Bolsonaro, os Correios tiveram lucros por três anos consecutivos.
Agora vale perguntar: cadê as explicações ou desculpas esfarrapadas do Lula, do PT, dos partidos da esquerda, da Globo, dos jornalistas petistas, da CUT, do sindicato ???
Wilson Campos (Advogado/Especialista com atuação nas áreas de Direito Tributário, Trabalhista, Cível e Ambiental/ Presidente da Comissão de Defesa da Cidadania e dos Interesses Coletivos da Sociedade, da OAB/MG, de 2013 a 2021/Delegado de Prerrogativas da OAB/MG, de 2019 a 2021).
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Com o PT tudo piora mas só não piora os salários milionários deles e as mordomias milionárias da petezada. Êta pessoal ruim de serviço e incompetente geral. Dr. Wilson Campos excelente artigo assim como todos os outros. Caio José S.F. Goulart (analista de sistemas).
ResponderExcluirClaro claríssimo que os correios estão nesta situação triste de quebradeira e serviços péssimos por culpa exclusiva do PT e Lula e companheirada aboletada nas estatais e torrando dinheiro. Uma empresa que deu lucros excelentes na era Bolsonaro agora voltou a dar prejuízos nas mãos do PT e cia. limitada. Essa gente da esquerda não sabe trabalhar, não sabe governar, não sabe fazer nada que presta. Dr. Wilson Campos gratidão pelos seus artigos que informam tudo que precisamos saber e são muito bons seus temas. O Brasil agradece e nós brasileiros patriotas também agradecemos doutor. Att: Estela Maris S.G. Vidigal (educadora da área privada e pagadora de impostos).
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