OS PROBLEMAS CRÔNICOS DE BELO HORIZONTE.

 

A capital mineira é carente de infraestrutura. Os serviços básicos e essenciais deixam muito a desejar. Gargalos estruturais em infraestrutura e planejamento urbano são os mais criticados por especialistas. Drenagem pluvial insuficiente, coleta de lixo, saneamento básico, mobilidade e transporte, segurança e iluminação pública, para ficar apenas nesses, são os que mais preocupam os belo-horizontinos.

Os problemas são crônicos e irresolutos em Belo Horizonte. Entra e sai administração, e o caos continua, como se não houvesse mandato de quatro anos para prefeito e vereadores. Ora, embora exista certa dose de compreensão dos munícipes, chega uma hora que não dá mais para suportar a morosidade da prestação de serviço público. Paciência tem limite.

BH conta hoje com trânsito intenso, transporte público caro e ineficiente, ruas e avenidas tomadas por lixo, alagamentos monstruosos em vários pontos da cidade no período de chuvas, buracos nas vias principais do Centro e dos bairros, má qualidade de rodovias na Região Metropolitana, criminalidade em alta, saúde e educação deficitárias, obras lentas e desgastantes e mais de 15 mil pessoas em situação de rua. Esses desafios todos são crônicos em Belo Horizonte e impactam a vida dos cidadãos e a economia local.

Em época de chuvas, os moradores não têm sossego. Enchentes, enxurradas e alagamentos aterrorizam toda a cidade. O jornal O TEMPO publicou uma matéria informando que a capital mineira possui 62 principais pontos com risco de alagamento. Quase todos os dias, diversas avenidas e ruas ficam alagadas. Enchentes arrastam pessoas e veículos.

Na tarde do último sábado (21/3), moradores de bairros das regiões Centro-Sul, Nordeste e Leste foram surpreendidos com suas vias tomadas por enxurradas. No Bairro Horto, uma mulher de 45 anos morreu depois de ser arrastada para dentro de um bueiro e se afogar ao ficar presa em um acúmulo de lixo.

A cidade está suja, feia e malcuidada. A culpa é da prefeitura, mas também da população, uma vez que muitas pessoas atiram lixo na rua, jogam detritos nos bueiros e não demonstram a civilidade indispensável e necessária. E cabe, portanto, a todos manter a cidade limpa e contribuir para uma qualidade de vida melhor.

O que era há alguns anos apenas um incômodo pontual virou um problemão estrutural. A Câmara Municipal não atende as expectativas na fiscalização do município, a prefeitura não acelera os serviços e demora na precaução e na prevenção, e os contribuintes sofrem com carros arrastados por enxurradas, lojas invadidas por águas barrentas e perda irreparável de vidas, apesar de pagar para ter boas políticas públicas.

As prioridades em BH estão invertidas. A cidade não precisa de protagonismo em passeios de catamarã (Capivarã) ou de patinetes elétricos compartilhados. A capital dos mineiros requer gestão pública proba e eficiente, diuturna, capaz de tornar o dia a dia dos moradores mais digno, seguro e confortável.   

Wilson Campos (Advogado/Especialista com atuação nas áreas de Direito Tributário, Trabalhista, Cível e Ambiental/ Presidente da Comissão de Defesa da Cidadania e dos Interesses Coletivos da Sociedade, da OAB/MG, de 2013 a 2021/Delegado de Prerrogativas da OAB/MG, de 2019 a 2021). 

(Este artigo mereceu publicação do jornal O TEMPO, edição de quinta-feira, 26 de março de 2026, pág. 17. Coluna de Wilson Campos). 

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Comentários

  1. Gutemberg Mauro Resende26 de março de 2026 às 10:55

    Nasci aqui e moro aqui há 45 anos e nunca vi a cidade tão suja e tão violenta. Colocaram na prefeitura uma pessoa experiente em jornalismo esportivo que nada sabe de administração. Ele já viajou 6 vezes para o exterior em pouco mais de 1 ano de mandato e não fez nada até agora de positivo na cidade de BH. Tem uma obra na Cristiano Machado em frente ao shopping estação que atormenta todo dia o motorista, o morador, e dizem que vai demorar 3 anos ainda a doideira da obra.O transito ali é terrível e voce demora mais de uma hora para percorrer apenas 2 km. A prefeitura não vê e não faz nada. A Câmara municipal, idem. A cidade está mesmo Dr. Wilson, muito suja, feia e malcuidada. Ninguém merece isso. Parabéns Dr. Wilson Campos advogado por mais um artigo nota 10. Abr. Gutemberg M . Resende (prof. educação física, 45 anos, belorizontino).

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  2. Gostei muito do texto e concordo com tudo e peço licença para destacar essa parte: - As prioridades em BH estão invertidas. A cidade não precisa de protagonismo em passeios de catamarã (Capivarã) ou de patinetes elétricos compartilhados. A capital dos mineiros requer gestão pública proba e eficiente, diuturna, capaz de tornar o dia a dia dos moradores mais digno, seguro e confortável. - Esses patinetes são um perigo na rua e os adolescentes estão andando e largando essa tranqueira pra todo lado e os malandros estão destruindo e os moradores tem de fugir porque senão são atropelados; e o capivarã, pelo amor de Deus, isso é um terror, andar nisso na lagoa poluída e fedida. Esse prefeito precisa tomar juízo rápido e trabalhar em vez de brincar. Dr. Wilson meus parabéns por mais uma coluna de louvor no nosso querido jornal O TEMPO. Att: Daniela de Luca (empresária, mineira, cidadã).

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  3. Na porta do meu prédio tem pista de ciclovia que não serve pra nada e ninguém usa mas está lá atrapalhando o trânsito e colocando carro apertando carro, e a ciclovia livre sem nenhuma serventia. O trânsito de BH é loucura total. De norte a sul e de leste a oeste da cidade toda hora do dia o transito é muito aterrorizante. Com chuva ninguém anda e ainda tem medo de ser arrastado por enxurradas nessa cidade sem prefeito e sem vereadores. Um absurdo total que vem acontecendo. Dr. Wilson Campos meu caro o seu artigo me representa a parabéns mestre. Ricardo Amorim (engenheiro calculista).

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  4. A violência na cidade está grande e tem uma pessoa aí da República que disse que o malandro pode até roubar um celular para tomar uma cervejinha. Quemaí lembra disso? Pois é minha gente é assim que a coisa vai, de mal a pior. E tem 15 mil moradores de rua fazendo da cidade uma verdadeira república de baderna e sujeira. Nada faz o poder público. E BH tem um trânsito caótico intenso, transporte público caro e ineficiente, ruas e avenidas tomadas por lixo, alagamentos monstruosos em vários pontos da cidade no período de chuvas, buracos nas vias principais do Centro e dos bairros, má qualidade de rodovias na Região Metropolitana, criminalidade em alta, saúde e educação deficitárias, obras lentas e desgastantes e mais de 15 mil pessoas em situação de rua. Esses desafios todos são crônicos em Belo Horizonte e impactam a vida dos cidadãos e a economia local. Concordo com tudo do artigo e assino embaixo. Muito bom o texto dr. Wilson e BH agradece a cidadania. PH (farmacêutico e pagador de impostos).

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