OAB PEDE AO STF ENCERRAMENTO DO INQUÉRITO DAS FAKE NEWS.
Ainda que tardiamente, o Conselho Federal da OAB e o Colégio de Presidentes dos Conselhos Seccionais resolveram enviar, nessa segunda-feira (23/02), ofício ao Supremo Tribunal Federal (STF) solicitando a conclusão de inquéritos de natureza expansiva e duração indefinida, em especial o Inquérito nº 4.781, conhecido como o inquérito das fake news. No documento, a entidade também requer que não sejam instaurados novos procedimentos com conformação semelhante.
No ofício encaminhado ao presidente do STF, ministro Edson Fachin, a OAB manifesta “extrema preocupação institucional com a permanência e conformação jurídica de investigações de longa duração, em especial do Inquérito n.º 4.781”. A entidade ressalta que o procedimento “nasceu em contexto excepcional” e que, justamente por isso, “sua condução e permanência no tempo reclamam cautela ainda maior, com estrita observância da excepcionalidade que lhe deu origem e dos limites constitucionais que legitimam a atuação estatal”.
A OAB reafirma, contudo, seu reconhecimento ao papel desempenhado pelo STF na defesa da ordem constitucional e da estabilidade democrática. Ao mesmo tempo, enfatiza que “a defesa da democracia não se esgota na repressão a ataques institucionais; ela se completa com a observância estrita do devido processo legal, da ampla defesa, do contraditório e da liberdade de expressão”.
O ofício, apresentado em manifestação conjunta da Diretoria Nacional e dos Presidentes dos Conselhos Seccionais, também destaca a necessidade de proteção às garantias constitucionais da atividade jornalística e às prerrogativas da advocacia. Segundo o documento, “a advocacia não pode atuar sob ambiente de incerteza quanto aos limites da atuação investigativa estatal, sobretudo em temas que envolvam sigilo profissional, acesso a dados e preservação da confidencialidade da relação entre defensor e constituinte”. A Ordem acrescenta que “acessos ilegais, obtenção indevida e vazamentos de dados sigilosos de cidadãos são condutas absolutamente inaceitáveis e merecem apuração rigorosa e punição exemplar”.
A OAB requer, ainda, “que sejam adotadas providências voltadas à conclusão dos chamados inquéritos de natureza perpétua”, bem como a designação de audiência institucional para apresentação de contribuições da advocacia brasileira sobre o tema.
Ao meu sentir, a OAB parece que acordou por uns instantes do seu sono profundo e tomou uma atitude acertada, mesmo porque o tal inquérito das fake news foi aberto em 2019 e já se estende por quase 7 (sete) anos. Com isso, espero que a OAB não volte a dormir e fique atenta 24 horas por dia.
Também entendo que provavelmente o pedido da OAB tenha se dado em razão de Alexandre de Moraes determinar uma operação de busca e apreensão dentro do inquérito das fake news que teve como alvo servidores da Receita Federal suspeitos de acessar e vazar dados sigilosos ligados a familiares de ministros do STF. Será? Foi por isso?
Destaco essa parte do ofício da OAB: “O momento nacional recomenda contenção, estabilidade e compromisso ativo com a pacificação institucional. O Brasil não suporta mais viver sob tensão permanente, e a naturalização do conflito entre instituições e atores públicos tem produzido desgaste progressivo da confiança social e da autoridade constitucional dos Poderes”.
Vale considerar que as críticas da OAB, embora tardias, têm pertinência. Advertir o STF é necessário. Atuar contra excessos do STF, também. Basta que observemos que o inquérito foi criado por Dias Toffoli, cujo resort recebeu milhões em aporte de fundos ligados a Daniel Vorcaro (Banco Master) e a relatoria foi dada a Alexandre de Moraes sem sorteio, esse mesmo, cujo escritório da família tinha contrato de R$ 129 milhões com o mesmo banco. Aliás esse Banco Master e o seu presidente Daniel Vorcaro têm muito a explicar, e vários nomes de envolvidos certamente vão surpreender a população brasileira. Fala, Vorcaro! Fala e denuncia!
O bicho de sete cabeças chegou ao tamanho absurdo que tem por conta da omissão, interesse ou apoio direto de muita gente dos Três Poderes. As tetas do governo são grandes e tem muita gente mamando. Mas um dia o leite seca. Um dia a casa cai.
Enquanto a grande imprensa (a mídia) culpava os “bolsonaristas” por tudo que acontecia no país, os canalhas de plantão se locupletavam com dinheiro de toda natureza. Agora, com a nuvem mudando de lugar a todo instante, a mídia também vem sendo atacada pelo sistema esquerdista, e não é mais apenas a direita que sofre perseguição implacável, mas outros estão na mira, incluindo a imprensa, membros da Receita e até da Unafisco, entre outros listados pelo bloco do monopólio da impunidade personalíssima. Os alvos agora estão mudando e muitos dos isentões vão sair chamuscados.
Os esquerdistas da imprensa, alguns do UOL, por exemplo, já alegam que é um absurdo o inquérito permanecer aberto por tanto tempo. Agora estão acordando? Ora, que sejam então bem-vindos na luta pela liberdade, pela democracia e pelo verdadeiro Estado de Direito no Brasil. Mas fica o alerta – vocês, esquerdistas da imprensa, que sempre passaram pano para aqueles que perseguem a direita, agora sentirão na pele como dói ser apontado como culpado, mesmo sem ter culpa.
Arrematando, cumpre dar boas-vindas também à OAB, para que a entidade não fique apenas no ofício enviado ao STF, mas some forças com a sociedade brasileira, efetivamente, pelo restabelecimento do devido processo legal, das prerrogativas da advocacia, da liberdade do povo, da democracia no país e do Estado de direito na República. A OAB precisa sair de vez da sombra, urgentemente, e cumprir seu papel contra o arbítrio das instituições e de quem quer que seja. E lembro ainda que a OAB não pode defender apenas interesses da advocacia, mas do Brasil e dos brasileiros, e não basta apenas um ofício, mas ações concretas contra tudo de errado que acontece no país.
Não dá para relativizar mais nada. Chega! A OAB e os mais diversos setores da sociedade não podem mais ficar calados. Digam todos um NÃO bem forte e sonoro ao regime de exceção. Ninguém está acima da lei.
Wilson Campos (Advogado/Especialista com atuação nas áreas de Direito Tributário, Trabalhista, Cível e Ambiental/ Presidente da Comissão de Defesa da Cidadania e dos Interesses Coletivos da Sociedade, da OAB/MG, de 2013 a 2021/Delegado de Prerrogativas da OAB/MG, de 2019 a 2021).
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Saudades da OAB de outrora, quando tinha voz e era respeitada. Hoje não passa de mais uma entidade calada e submissa. Dr. Wilson Campos essa OAB de hoje é uma lástima e não defende o povo como deveria. Tem medo de enfrentar o STF e o sistema. Tem medo e fica acuada na sua sede emBrasília. Por que será? Por que OAB? Dr. Wilson leio sempre seus artigos e colunas no jornal. Parabéns. Raimundo Félix (advogado associado).
ResponderExcluirSe a OAB não defende nem seus advogados que são desrespeitados todo dia nos tribunais e mais ainda no STF, como que vai defender o povo brasileiro??? Essa OAB é tão conivente com tudo que está errado no país que dá pra sentir no ar sua incapacidade de brigar com o governo ou com as instituições corruptas e desleais do sistema. Dr. Wilson Campos advogado, lamento dizer que a OAB é uma decepção para nós do povo. Parabéns ao senhor que sempre está aí defendendo o cidadão e todos que precisam de um esclarecimento. Eu sei do seu trabalho e sua dedicação às causas do povo principalmente nas questões do meio ambiente nas regiões de BH e grande BH. - Gratidão - Noely Rada (arquiteta)
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