GOVERNO PETISTA VOTARÁ PEC DA SEGURANÇA SEM REDUÇÃO DA MAIORIDADE PENAL.
Quando o
povo da direita diz que os petistas e a esquerda são protetores de quem comete
ilícito, eles protestam e revidam com palavras de ódio. Mas a verdade tarda e
não falha.
Vejamos como
os petistas e os esquerdistas de maneira geral se comportam:
O ministro
da Secretaria de Relações Institucionais do governo Lula, José Guimarães (PT),
disse nesta terça-feira (03/11/2026) que o governo petista vai atuar para
impedir a inclusão da redução da maioridade penal na PEC (Proposta de Emenda à
Constituição) da Segurança Pública. O Planalto defende que o Senado vote o
texto aprovado pela Câmara dos Deputados, sem mudanças sobre o tema. Ou seja, o
PT sai na defesa dos “pobres inocentes” que se encaixam no contexto da “maioridade
penal”.
Resta claro
e evidente que o governo Lula pretende aprovar no Senado a PEC da Segurança
Pública sem incluir mudanças que reduzam a maioridade penal, uma vez que a orientação
é manter o texto aprovado pela Câmara dos Deputados e deixar a discussão sobre
a idade mínima para responsabilização criminal para uma proposta separada. Pergunto:
Como assim, proposta separada? Por que não agora, já?
A redução da
maioridade penal foi uma das promessas de Lula durante a campanha eleitoral,
mas como toda promessa do petista, dificilmente será cumprida. Segundo a
imprensa e alegações dos petistas, o governo pretende votar a PEC conforme o
texto enviado pelos deputados; o relator vai trabalhar para não acatar nenhuma
emenda; e a redução da maioridade penal não será incorporada à PEC da Segurança
para evitar mudanças que possam atrasar sua tramitação.
Essa explicação
do PT & Cia., de que querem separar a redução da maioridade penal para
votar em outro momento, não passa de desculpa esfarrapada. Essa turma da
esquerda não se preocupa com o cidadão comum que está diariamente sujeito aos
ataques de malandros “menores” nas ruas, que assaltam, furtam e agridem pessoas
para tomar um celular, um relógio, uma aliança. Podem até serem considerados menores,
mas são menores infratores e precisam de punição rigorosa.
Se esses citados
menores podem votar aos 16 anos e podem trabalhar como aprendizes aos 14 anos,
isso mostra que podem responder civil e criminalmente por seus erros e ilícitos
cometidos, sejam quais forem. O Brasil precisa acompanhar outros países que
tratam esse assunto com maior rigor, ou o amanhã será mais difícil. O momento de
dar um basta na criminalidade juvenil já passou da hora de acontecer.
O governo Lula
considera a PEC uma prioridade porque o presidente petista pretende criar o
Ministério da Segurança Pública, promessa apresentada durante a campanha
eleitoral. Se 39 ministérios já pesavam imensamente no bolso do contribuinte,
mais um ministério como querem os petistas vai acabar de vez com o dinheirinho
suado do trabalhador e do empresariado que sustentam a máquina estatal pesada e
gigante. O Estado é como um elefante numa sala de cristais.
A discussão sobre a maioridade penal chegou ao Senado por meio de duas emendas. O senador Rogério Marinho (PL-RN) propôs reduzir a idade de responsabilização criminal de 18 para 16 anos como regra geral. Para crimes hediondos, tortura, tráfico de drogas, terrorismo e participação em organizações criminosas, a proposta prevê a redução para 14 anos. Já o senador Camilo Santana (PT-CE), líder do PT no Senado, apresentou uma emenda que estabelece a responsabilização criminal a partir dos 16 anos exclusivamente para crimes hediondos. A iniciativa provocou divergências entre integrantes do próprio partido.
Como visto,
o governo Lula faz corpo mole e defende que o Congresso trate do assunto em
outra proposta. A PEC 18/2025, de autoria do governo federal, amplia o controle
da União sobre estados e municípios na segurança pública e estabelece novas
regras para o enfrentamento ao crime organizado. Ou seja, o governo federal se
mete até nas funções e obrigações dos estados da Federação.
Vale repetir que o grupo liderado por parlamentares do PL mantém a
articulação para inserir no texto a redução da maioridade penal para 16 anos
como regra geral e para 14 anos em casos de crimes hediondos, tortura, tráfico
de drogas, terrorismo e associação criminosa.
A oposição aposta na obstrução ou na
tentativa de aprovar a emenda “no voto”, exigindo 49 votos favoráveis (três
quintos do Senado) em dois turnos para que a alteração seja acoplada ao texto
constitucional.
Mas tudo indica que a maioridade penal vai ficar para outra ocasião, mesmo porque o presidente do Senado é um aliado da esquerda, e a sociedade, que já suporta a violência diária da parte dos “menores coitadinhos”, vai ter de suportar por mais algum tempo. O povo está só, entregue à própria sorte.
O presidente
do Senado marcou a votação para esta terça-feira (03/11), a partir das 16:00
horas. Resta aguardar como se dará mais esse conchavo da esquerda para não reduzir
a maioridade penal, atuando na contramão dos interesses da maioria esmagadora
da população.
Wilson
Campos (Advogado/Especialista com atuação nas áreas de Direito Tributário,
Trabalhista, Cível e Ambiental/ Presidente da Comissão de Defesa da Cidadania e
dos Interesses Coletivos da Sociedade, da OAB-MG, de 2013 a 2021/Delegado de
Prerrogativas da OAB-MG, de 2019 a 2021).

Comentários
Postar um comentário