DIA DO TRABALHO (2026).

 

Estão banalizando o Dia do Trabalho. A importância da data comemorativa vem sendo politizada por governos irresponsáveis, que preferem entregar “pacotes de bondades” em vez de emprego formal; bolsa família em vez de salário digno; migalhas em vez de remuneração integral.

Progressistas, que pregam redução da desigualdade e proteção social, governam o Brasil por mais de 20 anos e nada mudam na realidade do povo. Esse é o caso do PT, que por duas décadas vem enganando o trabalhador com promessas e fazendo da demagogia uma arma de convencer pobres coitados. Esse é o caso da esquerda, que não tem mais nada a falar no Dia do Trabalho, porquanto suas narrativas já não são mais toleráveis ou minimamente aceitáveis.

Os sindicatos não sabem como defender o trabalhador, efetivamente. Não sabem ou não querem. Os dirigentes sindicais são vistos hoje como politiqueiros, pelegos e donos de latifúndios, concentrando recursos financeiros derivados de contribuições e influência política. Os sindicatos, muitos com bandeiras vermelhas, petistas ou comunistas, gostam mesmo é de mordomia, mas sempre operando junto com governos da esquerda e relegando a segundo ou terceiro plano a defesa dos interesses do trabalhador.   

Essa história de pedir o fim da escala de trabalho 6x1, por exemplo, é uma forma típica de fazer o jogo do governo petista em curso, que, aos tropeços, vai concluindo mais um mandato fraco, de baixa aprovação e quase zero de popularidade. Os sindicatos comandados por esquerdistas são a imagem de um governo fracassado. Empresas estão fugindo do Brasil por falta de mão de obra e por insegurança jurídica. O governo não transmite confiança.   

No Dia do Trabalho, neste ano de 2026, a maioria dos trabalhadores preferiu ficar em casa, pois a data se transformou apenas em mais um feriado, sem comemorações cívicas, sem motivos para festa e sem clima para falar de democracia ou liberdade. O que se viu em alguns poucos lugares foram discursos vazios da esquerda prometendo melhorias, assim como fez Lula, que prometeu picanha e entregou abóbora.

O trabalhador brasileiro merece respeito. O cidadão honesto e trabalhador quer emprego decente, saúde, educação, segurança e lazer. Não são esmolas e “pacotes de bondades” à custa do contribuinte que farão a alegria do trabalhador. Ora, o jovem, o pai, a mãe, os irmãos, a família, cidadãos de bem, querem dignidade e poder andar de cabeça erguida. Pessoas de caráter não gostam de favores ou facilidades em troca de votos ou aplausos.

O verdadeiro e elogiável trabalhador gosta de trabalhar, cumprir com suas obrigações e ser respeitado nos seus direitos fundamentais. O verdadeiro e elogiável trabalhador não aceita ser tratado como marionete ou dependente, e não se sujeita aos benefícios sociais usados como instrumentos de política por governantes inescrupulosos.

Um governo que gasta mais do que arrecada gera caos na economia e provoca a alta dos juros. De nada serve esse governo fazer pronunciamento na televisão e dizer que vai lançar o “Novo Desenrola Brasil” com um conjunto de medidas para ajudar a resolver a vida financeira das famílias endividadas, se esse mesmo governo continua gastando muito e contribuindo para a elevação contínua das taxas de juros. Os preços sobem, a vida fica mais cara, os bancos ganham e os trabalhadores perdem. Ora, se o governo Lula não equilibrar gastos públicos com arrecadação, o trabalhador vai continuar endividado, em razão dos juros altos e da economia desajustada.

Também de nada serve para o trabalhador sério e honesto a Lei Federal 14.601/2023, que detalha os benefícios financeiros do Programa Bolsa Família como: 1) Benefício de Renda de Cidadania: no valor de R$ 142 por integrante, destinado a todas as famílias beneficiárias; 2) Benefício Complementar: destinado às famílias cuja soma dos benefícios seja inferior a R$ 600; 3) Benefício Primeira Infância: no valor de R$ 150 por criança, para famílias com crianças de 0 a 7 anos incompletos; 4) Benefício Variável Familiar: no valor de R$ 50, destinado a famílias com gestantes, nutrizes, crianças de 7 a 12 anos incompletos ou adolescentes de 12 a 18 anos incompletos. Resumidamente: o governo de esquerda cria benefícios para manter o cidadão comum na rédea, submisso e frágil. 

Tudo isso além do próprio Bolsa Família de R$ 600, do Pé-de-Meia, do Vale Gás, do BPC, da Farmácia Popular, da Tarifa Social de Energia Elétrica, entre outros benefícios sociais que o governo diz que dá, mas quem paga é o contribuinte, que carrega nas costas uma carga tributária pesada, cruel e escorchante. Daí que o trabalhador correto e honesto não gosta dessa situação e prefere viver do seu salário justo, honrado e digno, conquistado com seu trabalho e com o suor do seu rosto.

O trabalhador idôneo não precisa de ajudas do governo, pois vive do seu esforço e do exercício da sua profissão. Não será o governo, populista, que irá inovar no Dia do Trabalho concedendo “pacotes de bondades” com o dinheiro do pagador de impostos. O trabalhador, no seu dia, 1º de maio, quer seriedade na governança do país, equilíbrio por parte das autoridades e das instituições, legalidade nas medidas adotadas, honestidade na gestão pública, liberdade e democracia, direitos e deveres, emprego bem remunerado, respeito e inclusão social, saúde e educação, segurança e tranquilidade para viver em paz.

Wilson Campos (Advogado/Especialista com atuação nas áreas de Direito Tributário, Trabalhista, Cível e Ambiental/ Presidente da Comissão de Defesa da Cidadania e dos Interesses Coletivos da Sociedade, da OAB/MG, de 2013 a 2021/Delegado de Prerrogativas da OAB/MG, de 2019 a 2021). 

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Comentários

  1. Dalton J. V. de Carvalho4 de maio de 2026 às 16:07

    Eu vi na cidade uma meia dúzia de bandeiras e faixas vermelhas com dizeres sobre jornada de 6x1, dívida de trabalhador e outras bobagens que só atrasam o país inteiro. A petezada não acerta uma. Essa turma erra no texto,no tom e no que interessa ao trabalhador.Levaram pras ruas uns gatos pingados pagos com pão e mortadela e nada mais. O Lula não foi na comemoração de 1º de maio em lugar nenhum porque tem medo das vais que vai tomar e tem medo da cobrança do trabalhador que recebeu abóbora no lugar da picanha prometida. Acabou esse governo fracassado do PT graças a Deus, acabou esquerda. Deus salve o Brasil dessa gente do mal. Dr. Wilson gostei do artigo e dou nota 10. Abrs. Dalton J.V. de Carvalho (leitor do blog e jornalista/publicitário free).

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