IMPOSTOS, DÉFICITS, DESPESAS E POLÍTICA SANGUESSUGA.
O custo elevado da máquina pública brasileira não perdoa, e o resultado é o país alcançando em 2025 a maior carga tributária dos últimos 20 anos, com os tributos representando 34% do Produto Interno Bruto (PIB).
Mesmo com o recorde de coleta de impostos em 2025, a dívida bruta do governo subiu para 78,7% do PIB e alcançou R$ 10 trilhões, segundo dados divulgados pelo Banco Central. O déficit público, saldo negativo anual, que ocorre quando o governo gasta mais do que arrecada em um período, acumula o rombo de R$ 61,7 bilhões.
Vale lembrar que no governo Bolsonaro ocorreram superávits, apesar da pandemia de Covid-19: em 2021 – superávit de R$ 64,727 bilhões; em 2022 – superávit de R$ 126 bilhões. Já no governo Lula, o trem descarrilou, e só resultaram déficits, rombos e prejuízos: em 2023 – déficit de R$ 249,123 bilhões; em 2024 – déficit de R$ 47,552 bilhões; e em 2025 – déficit de R$ 61,7 bilhões.
As projeções de 2026 e o cenário sombrio dão sinais do quão graves serão os próximos anos. Mas o governo Lula, como sempre, faz sua defesa por meio de bravatas e narrativas, nega-se a enxergar a verdade, prefere optar por menos responsabilidade fiscal e mais contabilidade maquiada, toma uma grande surra das despesas que ele provoca e, ainda assim, mente, dizendo que teve êxito no controle de gastos.
Enquanto isso, o mesmo cidadão que carrega nas costas a pesada carga tributária brasileira, neste início de ano, está novamente com lápis, papel e calculadora nas mãos tentando fazer as contas que nunca fecham. Ele busca paciência e jogo de cintura para equilibrar receita e despesa. O calendário virou, e o novo ano trouxe velhos problemas, como os gastos com IPVA, IPTU, matrículas escolares, materiais didáticos, uniformes e até os reflexos das festas de fim de ano.
As despesas da família desafiam o orçamento doméstico. Entre números e obrigações, a cabeça do contribuinte dói, seus pensamentos voam, e uma conta simples de mais e menos se torna um suplício. O trabalhador fica com a sensação de que os dois primeiros meses do ano se arrastam como se tivessem o dobro dos dias. E, além de todo esse sufoco, ele sabe que terá de continuar trabalhando cinco meses do ano só para pagar impostos para o governo.
A conta salgada do Estado pesa no bolso da classe média e se torna insuportável para a população mais vulnerável – as primeiras a sofrer com aumentos de impostos e serviços públicos inadequados, insuficientes, precários e colapsados, com consequentes cortes abruptos e paralisação da máquina estatal. Mas o cidadão continua inerte, de cócoras e com o queixo nos joelhos, porquanto não reaja e não tenha o poder do governo de criar regras próprias, maquiar números, expurgar gastos e abusar das exceções.
E os horizontes se perdem nos olhos marejados de tanto sofrimento, de um povo alquebrado e vencido, enquanto a política sanguessuga, trânsfuga e demagoga se acha no direito de verter o sangue já ralo dos pobres miseráveis.
Wilson Campos (Advogado/Especialista com atuação nas áreas de Direito Tributário, Trabalhista, Cível e Ambiental/ Presidente da Comissão de Defesa da Cidadania e dos Interesses Coletivos da Sociedade, da OAB/MG, de 2013 a 2021/Delegado de Prerrogativas da OAB/MG, de 2019 a 2021).
(Este artigo mereceu publicação do jornal O TEMPO, edição de quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026, pág. 17. Coluna de Wilson Campos).
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Eu concordo 1.000% com tudo que está escrito no artigo e mais ainda quando diz que nós da classe média carregamos esse país nas costas com tantos impostos que pagamos e temos de trabalhar 5 meses do ano só para pagar impostos ao governo gastador. Por isso que não nos sobra dinheiro para ir pra Europa ou curtir a neve porque temos impostos e taxas e todo tipo de tributo para pagar com um dinheiro corroído pela inflação que já assombra de novo, porque o governo gasta muito e está descontrolado e perdido na gastança e nas mordomias dos seus palácios. Parabéns Dr. Wilson Campos como sempre excelente nos textos e nas verdades. Doralice Ribeiro (médica pediatra).
ResponderExcluirEu também concordo com tudo dito e escrito mas peço licença para destacar essa parte: - A conta salgada do Estado pesa no bolso da classe média e se torna insuportável para a população mais vulnerável – as primeiras a sofrer com aumentos de impostos e serviços públicos inadequados, insuficientes, precários e colapsados, com consequentes cortes abruptos e paralisação da máquina estatal. Mas o cidadão continua inerte, de cócoras e com o queixo nos joelhos, porquanto não reaja e não tenha o poder do governo de criar regras próprias, maquiar números, expurgar gastos e abusar das exceções. E os horizontes se perdem nos olhos marejados de tanto sofrimento, de um povo alquebrado e vencido, enquanto a política sanguessuga, trânsfuga e demagoga se acha no direito de verter o sangue já ralo dos pobres miseráveis. - PARABÉNS DOUTOR. Agradeço e sou: Vitório L. S. Fagundes ( engenheiro civil).
ResponderExcluirNós brasileiros não temos dinheiro para pagar tudo isso que esse governo fajuto gasta não. Tá difícil de suportar essa carga pesada assim com esse molusco e essa canja gastando tudo com festas, e viagens e luxos. Acorda pelo amor de Deus povo brasileiro. Deixa de ser covarde povo brasileiro. Doutor Wilson Campos advogado eu assino embaixo de tudo que foi dito e escrito pelo senhor. Meus parabéns doutor. João Luiz Gonzaga (gráfico e produtor).
ResponderExcluirEssa verdade precisa estar em todos os jornais do Brasil e do mundo : "...Vale lembrar que no governo Bolsonaro ocorreram superávits, apesar da pandemia de Covid-19: em 2021 – superávit de R$ 64,727 bilhões; em 2022 – superávit de R$ 126 bilhões. Já no governo Lula, o trem descarrilou, e só resultaram déficits, rombos e prejuízos: em 2023 – déficit de R$ 249,123 bilhões; em 2024 – déficit de R$ 47,552 bilhões; e em 2025 – déficit de R$ 61,7 bilhões..." - Meu prezado Dr. Wilson Campos o senhor disse tudo que eu queria dizer. Tamos juntos. Henrique L.S. Trade (arquiteto)
ResponderExcluirEstou no meio desse furacão todo início de ano e nada melhora mas para o nove dedos sobra dinheiro para muito luxos e mordomia com a primeira dama dele. Que país é esse meu povo? - Verdade é isso mesmo que o calendário virou, e o novo ano trouxe velhos problemas, como os gastos com IPVA, IPTU, matrículas escolares, materiais didáticos, uniformes e até os reflexos das festas de fim de ano. - Verdade pura. MAS Como que faço para sobrar dinheiro para mim e minha família se o governo toma tudo por impostos e taxas e roubalheira todo dia e rouba até dos pobres aposentados??? Vera L. G. Rodrigues (sacolão e mercado Economia Já).
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