DO ANONIMATO NA TERCEIRA VIA AO RECONHECIMENTO.
Alguns ditados populares e poemas sobre mineiros traçam características bem peculiares: “ser mineiro é passar por bobo e ser inteligente”; “ser mineiro é ser conservador, gostar de política e amar a liberdade”. Não por menos, o sotaque mineiro foi eleito o mais charmoso e cativante do Brasil.
O mineiro sabe que, atualmente, fazer política racional é difícil. Romeu Zema (Novo), pré-candidato à Presidência nas eleições de 2026, não quer entrevero nem desrespeito, mas não abre mão do direito à crítica a certas ações de determinados ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).
O ex-governador Zema adotou as redes sociais e criou uma série satírica intitulada “Os Intocáveis”, com vídeos curtos realizados por meio de ferramentas de inteligência artificial. Os fantoches utilizados representam alguns ministros do STF. As caricaturas animadas passeiam com humor e ironia pelo escândalo do Banco Master, margeiam casos de ameaças e censuras e desaguam em figuras públicas decidindo acima do admissível pelo regular devido processo legal.
A série “Os Intocáveis” viralizou. O número de seguidores de Zema aumentou. A aceitação foi imediata e a empatia com o candidato cresceu no cenário nacional. O mineiro pulou do anonimato na terceira via ao reconhecimento do Brasil. A repercussão é forte perante a sociedade, o mundo político e as instituições. Mas a ideia não é demover a ordem e os costumes democráticos, e sim reviver os bons tempos da saudosa política mineira, que dá um boi para não entrar numa briga e uma boiada para não sair.
O jeito mineiro de ser ensina que faz-se necessária a prudência antes da ação e indispensável a tenacidade irredutível quando o enfrentamento se torna inadiável. Não há ofensas ao Judiciário e à honra de seus membros. Regra tem exceção, embora pareça paradoxal. Críticas à parte, Zema sabe dialogar, tem programa de governo e buscará projetos nacionais conciliadores.
Romeu Zema vai discutir saúde, educação, economia, segurança pública e Estado de direito. O eleitor está cada vez mais bem informado e sabe a quantas andam os abusos, os escândalos e a impunidade no país. O eleitor também sabe que a crítica às autoridades e às instituições é princípio básico da democracia. Censurar ou controlar a crítica é característica de regime autoritário.
A função do Estado, em um país democrático, é promover o debate e respeitar as liberdades de expressão, opinião e manifestação. A rigor, a “histeria coletiva” ocorrida não partiu daquele que saiu do anonimato na terceira via ao reconhecimento do Brasil. Os fatos que envolvem ministros do Supremo estão escancarados nos noticiários dos meios de comunicação.
Em nome da normalidade, Zema tem proposto que a escolha para o STF seja alterada e feita a partir de uma lista tríplice elaborada pelo Superior Tribunal de Justiça, o Conselho Nacional de Justiça, a Ordem dos Advogados do Brasil e o Ministério Público Federal.
Wilson Campos (Advogado/Especialista com atuação nas áreas de Direito Tributário, Trabalhista, Cível e Ambiental/ Presidente da Comissão de Defesa da Cidadania e dos Interesses Coletivos da Sociedade, da OAB/MG, de 2013 a 2021/Delegado de Prerrogativas da OAB/MG, de 2019 a 2021).
(Este artigo mereceu publicação do jornal O TEMPO, edição de quinta-feira, 7 de maio de 2026, pág. 17. Coluna de Wilson Campos).
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Conforme muito bem disse o dr. Wilson Campos, o ex governador Zema é o melhor candidato e será um grande presidente desse nosso país hoje tão desgovernado que precisa ser colocado nos eixos rapidamente. O artigo é excelente para nós minieiros e nos honra muito dr. Wilson. Gratidão imensa. Régis Alvarenga (industriário e consultor de mercado).
ResponderExcluirConcordo com todo o texto do artigo e sou direita e vou com Zema também porque é o mais honesto e melhor no momento desse Brasil cheio de corruptos e instituições desajustadas. Valeu Dr. Wilson Campos. Valeu!!! Cândida L.R. Mello (Eng. Química).
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