O ROMBO RECORDE DAS ESTATAIS NO ESTADO-LADRÃO.

 

As estatais federais brasileiras registraram déficit de R$ 4,16 bilhões no 1º bimestre de 2026. O rombo foi recorde. O saldo negativo aumentou 320,4% em comparação com o mesmo período do ano passado, revelando o pior resultado para o período desde 2002, segundo dados do Banco Central (BC).

O BC divulgou os números por meio do relatório “Estatísticas Fiscais”, em 31 de março de 2026. O levantamento exclui as estatais financeiras como o Banco do Brasil, a Caixa Econômica Federal e o BNDES (Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social), e também a Petrobras. Mas considera outras empresas conhecidas, como é o caso dos Correios, Infraero, Serpro e Dataprev.

A rigor, em razão do tamanho do rombo, vejamos as empresas envolvidas no resultado negativo de 2026, quais sejam: Correios: Apontados como o principal motor do prejuízo, com dívidas acumuladas significativas; Infraero: Empresa de infraestrutura aeroportuária; Serpro: Serviço Federal de Processamento de Dados; Dataprev: Empresa de Tecnologia e Informações da Previdência; Casa da Moeda do Brasil; Emgepron: Empresa Gerencial de Projetos Navais; Hemobrás: Empresa Brasileira de Hemoderivados e Biotecnologia; e Emgea: Empresa Gestora de Ativos.

O indicador do BC é relevante para medir o déficit das estatais pela ótica do impacto nas contas públicas e, portanto, na política fiscal do país. Quando uma estatal apresenta necessidade de financiamento, o Tesouro Nacional pode ter que cobrir o buraco (rombo) com mais dívida ou recursos arrecadados por impostos.

Um dos casos mais emblemáticos é o dos Correios. A estatal anunciou, no fim de 2025, um plano de recuperação com ganho de R$ 7,4 bilhões por ano, sendo R$ 4,2 bilhões em corte de gastos com 15.000 funcionários e fechamento de 1.000 unidades de atendimento, e outros R$ 3,2 bilhões com o aumento de receita. Os Correios registraram prejuízo de R$ 6,1 bilhões no acumulado de janeiro a setembro de 2025. A situação só piora. Ainda hoje, a condição financeira e operacional dos Correios é péssima e a prestação de serviços à população é de deficitária para ruim.  

A culpa de tudo isso é do Estado, hoje popularmente chamado de Estado-Ladrão, por ser corrupto, repleto de escândalos financeiros e uma vergonha nacional. O que estamos vendo em 2026 é o reflexo de um modelo que vem acontecendo há anos. Os prejuízos bilionários nas estatais seguem a mesma linha de uma má gestão, corrupção, interferência política e acabam com rombos que explodem ano após ano.

O Tribunal de Contas da União (TCU) é o órgão constitucional auxiliar do Congresso Nacional responsável por fiscalizar a legalidade, legitimidade e economicidade das contas públicas federais. Sua missão principal é aprimorar a administração pública em benefício da sociedade, realizando auditorias, julgando contas de gestores e aplicando sanções. Mas quem deveria vigiar e fiscalizar o Estado-Ladrão fecha os olhos e finge-se de morto.

Dessa forma, para que o rotineiro assalto funcione sem grandes novidades, faz-se necessário que o TCU e seus cães de guarda sejam bem cuidados e devidamente alimentados. Ora, o TCU é a peça-chave dessa esculhambação perversa e danosa - o órgão que deveria zelar por cada centavo do contribuinte tornou-se um aliado do governo corrupto e gastador, e como prêmio para seus seletos membros vieram os supersalários e os privilégios que fazem inveja a quaisquer marajás de governos nababescos e centralizadores.

Notícias da imprensa dão conta de que sete em cada dez servidores do TCU recebem salários maiores do que o teto constitucional de R$ 46,3 mil. Entre dezembro de 2023 e o início de 2026, o tribunal destinou R$ 55 milhões apenas para pagamentos que excederam o teto. Além disso, foram registrados casos de salários que atingiram R$ 264 mil em um único mês, turbinados por licenças compensatórias vendidas, ajudas de custo e diárias internacionais. Ou seja, os marajás do TCU estão muito bem remunerados pelo Estado-Ladrão, seu parceiro de toda hora.

O TCU, que deveria cuidar do dinheiro do contribuinte, tornou-se a raposa cobrando caro para vigiar o galinheiro, com a desfaçatez de se fartar com o melhor banquete, os maiores favores e os excepcionais penduricalhos remuneratórios.

Mas não se engane o prezado leitor, pois o prejuízo não se resume ao dinheiro que desaparece ou à carga tributária cruel e escorchante que esmaga o trabalhador e o contribuinte. O Estado-Ladrão, além do rombo das estatais, mostra maior ambição - vai direto no seu bolso e depois no seu pescoço e cala a sua voz; subverte leis para proteger aliados e perseguir opositores; mente descaradamente e abusa da absurda paciência popular; nega-lhe direitos fundamentais e tira-lhe a liberdade de expressão; censura opiniões e ameaça com prisão; e assim acaba por roubar-lhe as indispensáveis Justiça e Liberdade.

O Estado-Ladrão que festeja o rombo das estatais é o mesmo que quer roubar sua alma. Porém, como ele não encontrou a ferramenta suja adequada para confiscar a alma de quem se recusa a ser escravo, recomendo-lhe não vender a sua e resistir bravamente, porque se o fizer, sua vida terrena será tão degradante que o igualará a ele (Estado-Ladrão).

Acredite se quiser. Em 12 meses, o Estado-Ladrão assistiu de camarote o setor público consolidado acumular déficit de R$ 52,8 bilhões. A Dívida Bruta do Governo Geral – que compreende o governo federal, o INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) e os governos estaduais e municipais – avançou para 79,2% do PIB (R$ 10,2 trilhões).

E a população brasileira pensando com seus botões que o Brasil é uma república. Não! O Brasil é uma vergonhosa cleptocracia, caracterizada por corrupção sistemática, impunidade dos governantes, aparelhamento das instituições, deterioração da democracia e empobrecimento do povo. Portanto, resista, tenha coragem e não desista do Brasil, porque o Estado-Ladrão quer você submisso, sem alma, sem nada.    

Wilson Campos (Advogado/Especialista com atuação nas áreas de Direito Tributário, Trabalhista, Cível e Ambiental/ Presidente da Comissão de Defesa da Cidadania e dos Interesses Coletivos da Sociedade, da OAB/MG, de 2013 a 2021/Delegado de Prerrogativas da OAB/MG, de 2019 a 2021). 

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Comentários

  1. O Estado é mesmo um ladrão porque recebe trilhões de impostos arrecadados e não presta um serviço eficiente à população e gasta com mordomias, viagens, luxo, mordomias, desvios, descaminhos, corrupção, etc. Esse Estado-Ladrão não merece o povo que tem e muito menos o dinheiro que arrecada e da mesma forma as instituições viciadas e corruptas. Todo mundo no Brasil fala isso e esse estado de coisas na rua, na esquina, nos grupos, nas reuniões, nas empresas, nos encontros, nas viagens, etc, etc. Parabéns doutor Wilson Campos, advogado, pois o seu artigo me representa e muito e assino embaixo. Abr. do Valdo Jordão (empreendedor / atacadista).

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