APESAR DOS PESARES, RESISTA E NÃO DESISTA DO BRASIL.
O filósofo e político irlandês Edmund Burke (1729-1797) dizia que, “para que o mal triunfe, basta que os bons não façam nada”, e quase sempre arrematava sua fala com a seguinte frase: “Quanto maior o poder, mais perigoso é o abuso”.
A polarização entre dois lados opostos está gradativamente deslustrando os valores da civilidade brasileira. Existe no ar uma tensão nunca vista. O ambiente no país está carregado de ansiedades e expectativas, não por motivos saudáveis, mas por desintegração da sociedade.
É de clareza solar a tentativa de desqualificação quase sistemática de símbolos conservadores. Muitos progressistas consideram uma ofensa alguém se identificar de forma contrária à sua corrente ideológica. Não há tolerância por parte da esquerda, não há debate inteligente no campo das ideias e não há discussão madura sobre o necessário e indispensável papel do Estado.
Particularmente, sou contra ceder espaço para esquerda e direita radicais. No Brasil há terreno fértil para aqueles que se comportam como cidadãos justos, harmônicos e de boa-fé. E, ainda que o país esteja se dividindo em conservadores e progressistas, a solução é buscar foco no pragmático, não no ideológico.
De nada serve uma nação que só discute questões políticas e econômicas, “pacotes de bondades” e aumento de impostos, se o povo continua apequenado e pobre, e o Estado cada vez maior e mais rico. De nada serve falar-se em democracia e Estado de direito se os maus triunfam e os bons permanecem de cócoras com o queixo nos joelhos. De nada serve uma nação onde os poderosos se tornam abusivos e a sociedade se mantém inerte, omissa e acovardada.
Basta de intervenção massiva do Estado, que só tolhe a iniciativa privada. Basta de auxílios eternos às minorias, que só aprofundam as dificuldades dessas comunidades. Basta de demagogia política, que só favorece oportunistas e sacrifica o trabalho, a tradição, as leis. Basta de Estado inchado, gigantesco e incompetente, que enxerga apenas uma parte da população, na contramão de um sistema liberal-social equilibrado, enxuto e que saiba diminuir as desigualdades.
Apesar dos pesares, o brasileiro precisa resistir e nunca desistir do Brasil. A sociedade existe em razão das pessoas, das famílias, das instituições, e não em razão de indivíduos infames e inescrupulosos que se acham poderosos, perigosos e intocáveis. Não há mal que dure para sempre. Ilusão é pensar que as soluções surgem por mágica. A cidadania exige coragem.
Eu sei! O Brasil atual cansa qualquer um. O nosso país enfrenta um cenário crônico de corrupção e altos índices de impunidade. Os maus exemplos vêm de cima. As autoridades ímprobas traem o povo, todos os dias, e cometem as maiores barbaridades. Porém, ainda que lhe reste pouca energia física, não se deixe derrotar, levante a cabeça e, apesar dos pesares, resista e não desista do Brasil. A paz e a justiça social tardam, mas um dia chegam.
Wilson Campos (Advogado/Especialista com atuação nas áreas de Direito Tributário, Trabalhista, Cível e Ambiental/ Presidente da Comissão de Defesa da Cidadania e dos Interesses Coletivos da Sociedade, da OAB/MG, de 2013 a 2021/Delegado de Prerrogativas da OAB/MG, de 2019 a 2021).
(Este artigo mereceu publicação do Jornal O TEMPO, edição de quinta-feira, 9 de abril de 2026, pág. 19. Coluna de Wilson Campos).
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Doutor Wilson Campos nós somos seus leitores desde muito tempo no jornal O Tempo, mas as letras do artigo no jornal estão muito pequenas para ler. Será que pode melhorar? Já lemos seu artigo de hoje no jornal que é este mesmo deste seu blog e achamos 100% certo seu pensamento e nós não desistimos nunca do nosso país também não. Vamos melhorar um dia e como o senhor mesmo disse: não há mal que dure para sempre. Vamos ter coragem e resistir e lutar pelo nosso Brasil. Att: Bernardo e Patrícia Diniz (dentistas).
ResponderExcluirEu concordo com tudo que está no texto e destaco essa parte que muito me impressionou - (Eu sei! O Brasil atual cansa qualquer um. O nosso país enfrenta um cenário crônico de corrupção e altos índices de impunidade. Os maus exemplos vêm de cima. As autoridades ímprobas traem o povo, todos os dias, e cometem as maiores barbaridades. Porém, ainda que lhe reste pouca energia física, não se deixe derrotar, levante a cabeça e, apesar dos pesares, resista e não desista do Brasil. A paz e a justiça social tardam, mas um dia chegam). - E tomara doutor que estejamos vivos para ver isso acontecer nesse nosso Brasil e ser um país decente e digno de ser uma nação de verdade. Parabéns pelo texto nota 10. Gostei muito e vou compartilhar com meus grupos como sempre faço com seus textos que me agrada muito. Gratidão. Klaus Verner (empresário frotista).
ResponderExcluirMeu caro colega dr. Wilson Campos o nosso Brasil precisa de um choque de moralidade. Outro dia eu vi nas redes sociais uma moça de 25 anos recebendo o bolsa família e dançando e dizendo que não trabalhava e recebia o bolsa família para ficar de boa e jogar no tigrinho. Então enquanto pagar esse bolsa família para pessoas jovens e que não precisam, como o caso dessa moça, esse nosso Brasil será com é e os ladrões continuarão roubando e os canalhas continuarão fazendo barbaridades porque até os canalhas envelhecem, mas continuam aí na política e nos poderes roubando e tomando tudo do povo; esse povo pacífico e acovardado. Vamos reagir sim e vamos um dia ter um país decente para nossas famílias, se Deus quiser e ELE quer. Parabéns caro colega advogado dr. Wilson Campos, e tem minha admiração. Adriano L.F. Paschoal (advogado militante).
ResponderExcluirEu sou daqueles que pensa que muitos brasileiros encaram a permanência no país como um ato de amor e patriotismo, buscando construir um futuro melhor, "aqui onde nós temos que criar uma sociedade mais justa". A frase "Sou brasileiro e não desisto nunca" é frequentemente usada como lema de resiliência, incentivando a superação de dificuldades e a busca por soluções. No entanto, a persistente crise econômica, política e social leva muitos brasileiros a considerarem a emigração. Estudos indicam que, apesar de "não desistir", um número significativo de pessoas tem interesse em morar fora, buscando melhores condições de vida. Há quem veja a resistência no Brasil como um ato de heroísmo ou, para alguns críticos, uma "insanidade" dada a exaustão com os problemas crônicos. MAS EU NÃO DESISTO NUNCA DO MEU PAÍS. UM DIA VAMOS TER UM PAÍS DÍGNO E ISSO DEPENDE SÓ DE NÓS, BRASILEIROS DE VERDADE. Parabéns doutor Wilson Campos por seus artigos sempre equilibrados e justos, além de extremamente patriotas como deve ser. Eduardo A.S. Filho (marketing digital).
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