A PRISÃO DO DITADOR DA VENEZUELA, NICOLÁS MADURO.

 

Assim que foi confirmada a captura de Nicolás Maduro pelo governo de Donald Trump, na madrugada de sábado (03/01/2026), milhares de comemorações ocorreram entre venezuelanos que vivem em diversos países do mundo, como Chile, Argentina, Peru, Brasil, Estados Unidos e países da Europa.

Naturalmente, cabe ao povo venezuelano se manifestar sobre o ocorrido, mesmo porque a soberania que antes não existia pode vir a ser uma realidade agora. O ditador Nicolás Maduro e sua mulher Cilia Flores estão presos e vão a julgamento nos tribunais de Nova York. Daí o fato de que em diversos pontos do planeta, grupos se reúnem em praças e avenidas para celebrar o que consideram “o fim de um ciclo marcado por autoritarismo, censura, perseguições, corrupção, crise econômica e repressão política na Venezuela”.

Não há como errar. O povo da Venezuela está feliz com a prisão do ditador Nicolás Maduro. Com bandeiras venezuelanas, cantos de “liberdade” e palavras de ordem contra o regime, as comemorações têm reunido famílias inteiras e integrantes da diáspora que deixaram o país nos últimos anos. E vale destacar que pelo menos oito milhões de venezuelanos deixaram o país para fugir do regime de Maduro na última década.

Para muitos venezuelanos, principalmente os exilados, a notícia da captura do ditador representou a esperança concreta de mudanças políticas e da possibilidade de retorno ao país de origem após décadas de instabilidade. Relatos de participantes indicam um sentimento coletivo de alívio e emoção. Alguns manifestantes fizeram gestos simbólicos, como beijar a bandeira nacional e exibir cédulas antigas da moeda venezuelana, em referência à crise econômica que levou milhões ao exílio. A captura de Maduro foi descrita como um marco histórico por aqueles que classificam o antigo governo como uma “ditadura responsável pelo colapso institucional do país”.

As comemorações de venezuelanos e não venezuelanos ao redor do mundo refletem o impacto internacional dos acontecimentos na Venezuela, especialmente em países que acolheram grandes fluxos migratórios venezuelanos, que abrigam comunidades de venezuelanos fora do país, fortemente afetadas pelas decisões políticas autoritárias do regime ditatorial de Maduro ao longo dos últimos anos.

No Brasil, a captura de Maduro também foi celebrada por venezuelanos que vivem no país e, especialmente, em Campo Grande (MS), onde refugiados se reuniram em frente à Casa de Resgate na manhã de sábado para comemorar a notícia. Com bandeiras da Venezuela e mensagens de esperança, muitos manifestaram o desejo de retornar ao país de origem após anos de exílio forçado pela crise econômica, social e política. Relatos de imigrantes apontam emoção, alívio e a sensação de que um ciclo se encerra, com a expectativa de reconstrução da Venezuela e de reencontro com familiares que permaneceram no país.

Artistas venezuelanos passaram a se manifestar publicamente nas redes sociais após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmar que Nicolás Maduro foi capturado. Cantores, atores e jornalistas usaram plataformas como Instagram e X para celebrar o que consideram o fim de um ciclo de sofrimento no país, com mensagens de alívio, esperança e pedidos de paz para a população venezuelana.

A meu ver, as comemorações dos venezuelanos refletem o impacto da captura de Maduro, que há anos comandava o país com punhos de ferro e ideias puras de um ditador cruel e sanguinário, além de violar constantemente os princípios e os direitos da humanidade. Aliás, sabe-se pela imprensa internacional que Maduro sempre agiu com extrema perversidade, e para alimentar sua sede de poder sequestrou o Judiciário, subjugou os poderes públicos, comprou as forças policiais, calou a imprensa, matou opositores e dominou todas as instituições públicas e políticas do país.

O Comitê de Direitos Humanos da ONU, em relatório, disse há algum tempo, ver com especial preocupação a atuação da Força de Ações Especiais (Faes), criada por Maduro para “combater o crime e o terrorismo”. A oposição denunciou em várias oportunidades a atuação da Faes como a de um esquadrão da morte a serviço do governo de Maduro. Segundo o documento, esse órgão de repressão de Maduro foi responsável pela morte de 5.287 pessoas em 2018 e 2019, em casos apresentados como resistência à ação policial. Em 2019, até 19 de maio, foram 1.569 mortes por agentes da Faes. Em muitos casos, drogas foram plantadas nas vítimas para forjar uma denúncia por narcotráfico.

O relatório da ONU ainda afirma que 793 pessoas foram presas por se opor ao regime chavista, sendo 22 delas parlamentares de oposição. “Poucas pessoas recorrem à Justiça por medo de retaliação ou por desconfiança nas instituições”, diz o texto. “A Procuradoria se omite na obrigação de apresentar denúncias contra esses criminosos e a Controladoria da República se omite perante as violações de direitos humanos”, complementa a nota.

Após 2019, o tratamento doentio e covarde de Maduro não mudou. As perseguições e prisões de opositores continuaram, transformando a Venezuela num verdadeiro inferno para o seu povo, de 2012 a 2025. As eleições de 2024 não foram reconhecidas por vários países do mundo, que condenaram a forma como se deram, de forma antidemocrática e sob o chicote da ditadura ferrenha de Maduro. Foram 13 anos de “reinado” de um ditador sanguinário, que só terminou agora na madrugada de 03/01/2026.

Segundo a imprensa internacional, Maduro não é reconhecido como Chefe de Estado, mas como chefe de gangues e do narcotráfico. E repercutem alegações de que Maduro e sua esposa Cilia Flores comandavam suas próprias gangues patrocinadas pelo Estado para facilitar e proteger suas operações de tráfico de drogas. Os dois supostamente ordenavam “sequestros, espancamentos e assassinatos” contra aqueles que lhes deviam dinheiro ou interferiam em suas operações de tráfico de drogas.

Enfim, Nicolás Maduro vem sendo acusado de comunista, censurador, ditador, sanguinário, homicida e chefe do narcotráfico. As acusações contra Maduro e sua esposa, Cilia Flores, que se encontram agora presos nos EUA, aguardando serem julgados pelos tribunais de Nova York, envolvem narcoterrorismo, conspiração para o tráfico de cocaína, posse de armas e explosivos e conspiração para a posse de armas e explosivos.

Wilson Campos (Advogado/Especialista com atuação nas áreas de Direito Tributário, Trabalhista, Cível e Ambiental/ Presidente da Comissão de Defesa da Cidadania e dos Interesses Coletivos da Sociedade, da OAB/MG, de 2013 a 2021/Delegado de Prerrogativas da OAB/MG, de 2019 a 2021). 

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Comentários

  1. Esse Maduro é um ditador, bilionário com o narcotráfico, torturador, perseguidor, violador de direitos humanos, censurador de meios de comunicação, ou seja, um canalha da pior espécie, e só merece cadeia e prisão perpétua (ele, sua mulher e todos do seu partido de narcotraficantes incluindo membros do seu governo ditador). Dr. Wilson Campos não podemos deixar que nosso Brasil se aproxime de novo de gente assim ou vamos amargar dias terríveis com esses comunistas, esquerdistas e ditadores. At. Silvano Mendonça (empregador e pagador de impostos).

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  2. Dr. Wilson Campos, advogado, a imprensa internacional e parte da nossa dizem que esse senhor Nicolás Maduro não é reconhecido como Chefe de Estado, mas como chefe de gangues e do narcotráfico. E repercutem alegações de que Maduro e sua esposa Cilia Flores comandavam suas próprias gangues patrocinadas pelo Estado para facilitar e proteger suas operações de tráfico de drogas. Os dois supostamente ordenavam “sequestros, espancamentos e assassinatos” contra aqueles que lhes deviam dinheiro ou interferiam em suas operações de tráfico de drogas. Merecem cadeia para o resto dos seus dias todos esses ditadores venezuelanos. Cadeia. E tem mais - se o povo venezuelano comemorou a prisão da dupla Madura e esposa, não podemos contrariar esse povo - é prisão perpétua e ponto final. Gratidão Dr. Wilson e vamos lutar pelo nosso Brasil que também está sob o comando de comunistas e esquerdistas que amam ditadores. Vamos acordar e lutar. Att: Eva M.S. Almada (psicóloga e professora).

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