BANCO MASTER É MAIS UM ESCÂNDALO FINANCEIRO VERGONHOSO.
O cidadão brasileiro não tem um dia de paz. Eu já disse esta frase neste blog e, de fato, o Brasil é um país que não permite sossego ao seu povo. Os fatos vergonhosos são constantes. Os escândalos financeiros envolvendo autoridades públicas são recorrentes. A vergonha alheia é sentida pelas pessoas do bem, em todo o território nacional. O caso do Banco Master é mais um tapa na cara da sociedade, e representa mais alguns bilhões tirados do bolso do contribuinte. Uma vergonha! Uma grande vergonha! Uma hiper vergonha!
Não bastassem os R$ 12 bilhões de rombo nos Correios na atual gestão Lula (PT), uma possível falência total da empresa e 56 mil novas ações dos trabalhadores na Justiça, surge, agora, quase ao mesmo tempo, a explosão fraudulenta do Banco Master, cuja liquidação expôs uma teia de lobby que atinge políticos e ministros do STF.
A prisão do “dono” do Banco Master, Daniel Vorcaro, e a suspeita de fraude bilionária revelam como articulações em Brasília garantiram a expansão do banco. O escândalo é rumoroso. Até mesmo a grande imprensa, quase sempre esquerdista e a favor do governo petista, está se rebelando e revelando fatos que são de arrepiar.
Os fatos nebulosos envolvem Banco Central, TCU, STF, PGR, políticos, partidos políticos e vários outros setores da política nacional. As notícias de rádios, jornais e tevês dão conta de que, após o procurador-geral da República, Paulo Gonet, decidir arquivar um pedido de investigação sobre a possível atuação do ministro Alexandre de Moraes, do STF, em favor dos interesses do Banco Master, parlamentares voltaram a solicitar que a sua conduta seja apurada. Moraes nega qualquer irregularidade.
O imbróglio é imenso. A operação da Polícia Federal levou à prisão de Daniel Vorcaro, controlador do Master, e o Banco Central (BC) decretou a liquidação extrajudicial da instituição. Isso significa que o BC interveio para fechar o banco devido a graves irregularidades, como uma suspeita de fraude bilionária em títulos falsos. A ação ocorreu após a constatação de desequilíbrios contábeis e um crescimento considerado atípico e suspeito pelo mercado.
Sabe-se, segundo noticiado pelos meios de comunicação, que a rede de influência do Master alcança todo o espectro político. Aliados do governo citam Ciro Nogueira (PP) e Antônio Rueda (União Brasil) em manobras para salvar o banco. Já a oposição aponta os laços do Master com o PT da Bahia, por meio de contratos de empréstimo consignado. As articulações mostram a força do lobby informal em Brasília para defender interesses privados, levantando debates sobre a captura de instituições.
O caso respinga no STF de várias formas. Ricardo Lewandowski, hoje ministro da Justiça, integrou um comitê do banco após se aposentar da Corte. O escritório da esposa de Alexandre de Moraes foi contratado para defender a instituição. Agora, o processo principal foi para o STF e será relatado pelo ministro Dias Toffoli, o que gerou críticas de analistas que temem pelo futuro da investigação. Ou seja, sob esse panorama bem descrito pela imprensa, o escândalo atinge membros do Executivo, do Legislativo e do Judiciário.
Desde 2023 e 2024 notavam-se inúmeros problemas nas atividades do Banco Master, que crescia de forma acelerada, captando muito dinheiro ao oferecer CDBs (um tipo de investimento) com rendimentos altos e expandindo rapidamente o crédito consignado. A desconfiança restou escancarada no início de 2025, com informações sobre problemas contábeis e uma tentativa frustrada de venda para o Banco de Brasília (BRB), que foi travada pelo Banco Central.
Há denúncias de que o Tribunal de Contas da União (TCU), órgão ligado ao Legislativo, rejeitou as explicações apresentadas pelo BC sobre a liquidação do Master e determinou uma inspeção mais profunda no regulador para apurar o processo decisório, com foco em documentos internos e na cronologia das decisões. Ou seja, o TCU interfere em área de competência do BC, o que levanta indagações sobre os reais motivos desse interesse.
No Congresso, a temperatura aumenta. A oposição articula, mesmo durante o recesso parlamentar, uma estratégia para avançar com a instalação de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) destinada a apurar o caso Banco Master, incluindo possíveis conflitos de interesses envolvendo o ministro Alexandre de Moraes, do STF. Para a instalação da CPMI, são necessárias 171 assinaturas de deputados e 27 de senadores. Até agora, parlamentares oposicionistas afirmam ter conseguido 231 assinaturas de deputados e 20 de senadores.
Paralelamente, um novo pedido de impeachment de Alexandre de Moraes também foi protocolado pela oposição. Segundo líderes oposicionistas, o documento já teria reunido 150 assinaturas de deputados e 14 de senadores, com a meta declarada de ultrapassar os maiores números já vistos em iniciativas similares - mais de 150 deputados e 40 senadores - para dar maior robustez política ao pedido.
E como o tema e o escândalo são de dar nojo, tamanha a sem-vergonhice dos envolvidos, repito que o cidadão brasileiro não tem um dia de paz, que o Brasil é um país que não permite sossego ao seu povo, que os fatos vergonhosos são constantes, que os escândalos financeiros envolvendo autoridades públicas são recorrentes e que a vergonha alheia é sentida pelas pessoas do bem, em todo o território nacional.
Wilson Campos (Advogado/Especialista com atuação nas áreas de Direito Tributário, Trabalhista, Cível e Ambiental/ Presidente da Comissão de Defesa da Cidadania e dos Interesses Coletivos da Sociedade, da OAB/MG, de 2013 a 2021/Delegado de Prerrogativas da OAB/MG, de 2019 a 2021).
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Esse caso do Banco Master é mesmo um tapa na nossa cara. O Brasil é uma Venezuela há muito tempo com ditadores ricos e bilionários e um povo pobre e pagando uma carga tributária covarde e odiosa. Governo e politicos ricos e povo pobre. Juízes milionários e povo pobre. Os 3 poderes ricos e sem utilidade e o povo pobre. VERGONHA!!! Dr. Wilson Campos parabéns pelo seu blog super bem feito e com artigos que muito honra nossa gente brasileira. Att: Maria Letícia J. D. Loures (administradora de empresa, brasileira e cidadã).
ResponderExcluirDoutor Wilson Campos advogado meu caríssimo eu também vejo que a rede de influência do Banco Master alcança todo o espectro político. O caso respinga no STF de várias formas. Informações sobre problemas contábeis e uma tentativa frustrada de venda para o Banco de Brasília (BRB), que foi travada pelo Banco Central. No Congresso, a temperatura aumenta. A oposição articula, mesmo durante o recesso parlamentar, uma estratégia para avançar com a instalação de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) destinada a apurar o caso Banco Master, incluindo possíveis conflitos de interesses envolvendo o ministro Alexandre de Moraes. O TCU interfere em área de competência do BC, o que levanta indagações sobre os reais motivos desse interesse. TEM CAROÇO NESSE ANGU DOUTOR. PODE CRER QUE TEM E O ESCANDALO VAI SER O MAIOR DE TODOS E PODE ATÉ SER MAIOR QUE MENSALÃO E PETROLÃO (TUDO TEM PT).
ResponderExcluirDeus tenha piedade de nós e do Brasil. Abraços doutor. Sou Sebastião Andrade (economista e contador).
Dr. Wilson o senhor está certíssimo em tudo no seu brilhante artigo. Parabéns!!! Peço sua licença para dizer que pesquisei na internet o seguinte: Detalhes do Rombo e Impactos - Valores Envolvidos: Cifras como R$50bilhões (impacto no FGC), R$ 80 bilhões (prejuízo total estimado) e passivos revelados de R$ 56 bilhões foram noticiados. Investidores Afetados: Cerca de 12,4 milhões de clientes foram impactados, incluindo 1,5 milhão de pessoas com investimentos sem cobertura do FGC. Fundos de Previdência: R$ 1,7 bilhão de fundos de previdência de servidores estaduais e municipais investiram em títulos do Master sem garantia do FGC, causando riscos atuariais. Causa: A crise foi desencadeada por suspeitas de fraude bilionária envolvendo o dono, Daniel Vorcaro, resultando na liquidação do banco pelo Banco Central. FGC: O FGC (Fundo Garantidor de Créditos) estima honrar R$ 41 bilhões em depósitos, uma das maiores operações de resgate da história do fundo. Em Resumo: O caso Master representa um dos maiores escândalos financeiros recentes, com um rombo que afeta milhões de brasileiros e pressiona o sistema de garantias e previdência pública. UMA VERGONHA!!! UMA HIPER VERGONHA !!! At: Estevão L.T. Martins (investidor e um dos prejudicados pelo banco - construtor - contribuinte).
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