CORAGEM, FORÇA E RESILIÊNCIA PARA ENFRENTAR 2026.
Se 2025 foi
difícil para nós, brasileiros, imagina 2026, um ano que será marcado pelas
eleições presidenciais, o que eleva o grau de incertezas no cenário
macroeconômico. Enquanto alguns eleitores apostam nos nomes dos candidatos à corrida
pelo cargo máximo do país, os contribuintes estão preocupados com as inúmeras
novidades tributárias que serão obrigatórias neste novo ano.
A partir de janeiro de 2026, empresas
deverão detalhar os novos impostos (IBS e CBS) em suas notas fiscais, uma obrigação legal que gera multa se descumprida. Os desafios são grandes. Além das
mudanças para empresas que já emitem NF-e, setores que passarão a ter
documentos específicos pela primeira vez, como saneamento básico, locações e
transações imobiliárias, também precisam estar preparados. E os municípios deverão
estar integrados ao novo padrão nacional da Nota Fiscal de Serviços
eletrônica (NFS-e).
2026 exigirá força, coragem e
resiliência do povo brasileiro, que será convocado a pagar o rombo das contas
federais em 2025, apesar das punições previstas no arcabouço fiscal e do
necessário cumprimento do Orçamento de 2026. Na melhor forma da regra fiscal, o
Orçamento deveria limitar de maneira severa gastos com custeio da máquina
pública, despesas e encargos com pessoal, diárias e passagens e boa parte das
emendas parlamentares especiais.
As preocupações da população são muitas. O contribuinte não tem sossego. O trabalhador entrega cinco meses de salário só para pagar impostos. Ainda assim, a política vai muito mal. A economia oscila. O custo de vida é alto. O povo sofre. Os Três Poderes não são harmônicos e muito menos independentes. Os fundamentos de freios e contrapesos foram implodidos, e o acúmulo de poder destrói a teoria de Montesquieu.
O Brasil caminha aos trancos e barrancos. Muita politicagem e pouco crescimento. Muito toma lá dá cá e nenhum bom exemplo para a sociedade. Aliás, neste sentido, em 2026, não será possível ver a satisfação dos empresários do comércio e da indústria, do agronegócio e dos demais setores produtivos, que continuarão submetidos a impostos e taxas escorchantes. O cidadão, o chefe de família, aquele que trabalha duro e suporta uma das maiores cargas tributárias do mundo, sem a contrapartida de serviços públicos adequados, continuará na expectativa de que o Brasil um dia possa dar certo.
Em 2026, a parcela da sociedade que trabalha, produz e gera emprego e renda espera, no mínimo, que o governo não atrapalhe; que os benefícios sociais não estimulem o ócio, a malandragem e o fim do trabalho digno; que a violência e a impunidade não perpetuem um ciclo vicioso de crimes e falta de justiça; que os desafios do analfabetismo, da fome e da miséria anulem-se em face de um ensino de qualidade, de uma segurança alimentar garantida e de empregos satisfatoriamente bem remunerados.
Tenhamos, portanto, coragem, força e resiliência para enfrentar 2026.
Wilson Campos (Advogado/Especialista com atuação nas áreas de Direito Tributário, Trabalhista, Cível e Ambiental/ Presidente da Comissão de Defesa da Cidadania e dos Interesses Coletivos da Sociedade, da OAB/MG, de 2013 a 2021/Delegado de Prerrogativas da OAB/MG, de 2019 a 2021).
(Este artigo mereceu publicação online do jornal O TEMPO, edição de 1º de janeiro de 2026. Coluna de Wilson Campos). Link: https://www.otempo.com.br/
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Ninguém suportará outro ano como 2025 cheio de censura, covardia, perseguição e conluios políticos, mas espero que a esquerda nunca mais volta a governar o Brasil porque o caos está total e com a esquerda o povo só empobrece e fica cada vez mais cercado por ódio e ideologia barata. Ou a esquerda sai do Brasil ou o Brasil vai quebrar e virar uma Venezuela de povo miserável e governo rico graças à ditadura ampla e vergonhosa. Doutor Wilson Campos eu sou sua leitora e digo que seu artigo diz tudo que também penso sobre como queremos 2026: (Em 2026, a parcela da sociedade que trabalha, produz e gera emprego e renda espera, no mínimo, que o governo não atrapalhe; que os benefícios sociais não estimulem o ócio, a malandragem e o fim do trabalho digno; que a violência e a impunidade não perpetuem um ciclo vicioso de crimes e falta de justiça; que os desafios do analfabetismo, da fome e da miséria anulem-se em face de um ensino de qualidade, de uma segurança alimentar garantida e de empregos satisfatoriamente bem remunerados). Att: Maria Luíza S.M. Fernandes (contribuinte e empreendedora comercial).
ResponderExcluirMeu caro colega dr. Wilson Campos, advogado, eu entendo assim como o nobre colunista e causídico: "...em 2026, não será possível ver a satisfação dos empresários do comércio e da indústria, do agronegócio e dos demais setores produtivos, que continuarão submetidos a impostos e taxas escorchantes. O cidadão, o chefe de família, aquele que trabalha duro e suporta uma das maiores cargas tributárias do mundo, sem a contrapartida de serviços públicos adequados, continuará na expectativa de que o Brasil um dia possa dar certo".
ResponderExcluirPor isso meu caro eu creio que o povo precisa saber que quem paga a conta é sempre o contribuinte, que sustenta essa corja que está pendurada no governo, e são milhares de cargos em um Estado aparelhado e descontrolado. Parabéns meu caro colega por seus artigos sempre certeiros. Abr. J.Filipe B. Morais (advogado e mestrando).
Dr. Wilson Campos advogado eu também penso que as preocupações da população brasileira em 2026 serão muitas, o contribuinte não terá nem um dia de sossego, o trabalhador continuará entregando cinco meses de salário só para pagar impostos, a política vai continuar muito mal, a economia vai oscilar ainda mais, o custo de vida vai aumentar, o povo brasileiro vai sofrer com a carestia, a violência, a criminalidade impune e os maus modos do governo, os Três Poderes não serão harmônicos e muito menos independentes, os fundamentos de freios e contrapesos continuarão implodidos, e o acúmulo de poder vai adoecer e corroer o país. Mas Deus saberá prover nosso povo e punir os culpados. Deus é grande. Gratidão Dr. Wilson. Att: Tássio L.F. Alvarenga (trabalhador e pagador de impostos).
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