O BRASIL ESTÁ PARADO, ESTAGNADO, POR CULPA DA CORRUPÇÃO, DA POLITICAGEM E DA FALTA DE CARÁTER.

 

Os países vizinhos estão se organizando, ainda que aos poucos, e o Brasil está parado no tempo, graças à sua índole permissiva em face da corrupção, da politicagem e da falta de caráter.

Os escândalos se multiplicam – fraude bilionária nas contas dos aposentados e pensionistas do INSS; rombo e liquidação do Banco Master; crise financeira e prejuízos macros nos Correios; cabides de empregos e aparelhamentos nas estatais; proximidade e compadrio do governo com ditaduras sanguinárias; gastos elevados e excentricidades do Executivo; inoperância e omissão de um Legislativo fraco e ajoelhado; e o Judiciário vive momentos dramáticos de desaprovação do povo e da comunidade jurídica, de acusação de venda de sentenças, de recebimento de propinas, de morosidade crônica e erros em milhões de processos, e de ser o epicentro do rumoroso caso Banco Master.

Segundo informações levantadas nesses primeiros meses de 2026, o cenário de escândalos no Brasil continua grandioso e os corruptos navegam a todo vapor, impunemente. O país convive diariamente com investigações sobre corrupção sistêmica, desvios financeiros em órgãos federais e operações policiais incansáveis contra empresários criminosos, políticos fichas-sujas e autoridades ímprobas e antiéticas dos Três Poderes. O retrato é o de que a percepção da corrupção continua em alta, com o Brasil estagnado nas piores posições em rankings internacionais de integridade.

O filósofo inglês Thomas Hobbes (1588-1679) popularizou a frase “o homem é o lobo do homem”. Para ele, o lobo é um predador perigoso e agressivo. Quando Hobbes pontua que o homem é o lobo do homem, ele quer dizer que existe uma violência própria, animalesca, e que os riscos são os de o homem ferir a si mesmo e os demais ao seu redor. A metáfora “o homem é o lobo do homem”, publicada no livro Leviatã, em 1651, apresenta uma visão de Hobbes acerca da conduta do homem, que deve restar sujeita à regulação do Estado, por meio de uma espécie de contrato social, uma vez que o ser humano possa ser o maior inimigo de si mesmo, propenso ao egoísmo e à violência em busca de autopreservação.

Mas no Brasil de hoje a frase de Hobbes não tem o menor sentido. O Estado brasileiro não possui capacidade ou competência para regular o homem, haja vista sua condição feroz atual de pedir cumprimento da lei e andar na contramão dela; de atacar os bons e perdoar os maus; de roubar os honestos e premiar os ladrões; de clamar por paz e provocar invasões e arruaças; de cobrar probidade e praticar corrupção; de falar em opinião e negar liberdade de expressão; de reclamar da economia e gastar descontroladamente; de falar sobre homens e mulheres e se comportar feito um animal irracional; de sugerir união e ser o protagonista da polarização radical; de condenar guerras e se aliar a ditadores, guerrilheiros e terroristas; e de criticar opositores, sentando-se no próprio rabo e ignorando seus inúmeros defeitos, que são frequentes e bem maiores.

No Brasil, o lobo do homem é o Estado. Aqui, sim, isso mesmo, o Estado é o lobo do homem. O Estado brasileiro é feito de dirigentes autoritários, mercenários, vingativos e perseguidores. O Estado está tomado por pessoas com ânsia de poder. E esse desespero pelo poder leva essas pessoas à corrupção, à politicagem e à costumeira falta de caráter. O desejo de poder da cúpula brasileira faz com que homens e mulheres se encontrem numa situação de desconfiança generalizada em relação ao Estado. Os conflitos internos acontecem, e muitos em razão dos abusos, dos roubos, dos maus exemplos e da hipertrofia moral do Estado, que resultam em desfalques nas estatais, altos gastos funcionais, intervenção desonesta na economia, insegurança jurídica, fuga de investidores, diminuição gradual da competitividade e desenvolvimento econômico negativo.

Diante da quantidade de escândalos de corrupção e diante da degeneração total das instituições da república, de 2023 a 2026 o Estado brasileiro se tornou um sistema que contribui para a asfixia econômica e para a erosão da confiança pública. O Estado, sob o argumento comunista de proteger o “coitadinho do cidadão”, viciou-se em penalizar quem gera emprego e renda, em restringir a iniciativa privada e em ameaçar a propriedade.

Todavia, o mundo está atento e não perdoa a atual lambança do governo brasileiro. O Índice de Percepção da Corrupção da Transparência Internacional - relatório anual que avalia os níveis percebidos de corrupção no setor público ao redor do mundo - oferece um contexto relevante para avaliar a governança e a confiança institucional em países como o Brasil. O relatório de 2025 confirma o que analistas vêm apontando há anos: com apenas 35 pontos em uma escala de zero a 100, o Brasil ocupa a 107ª posição entre 182 países, registrando um dos piores desempenhos recentes da série histórica.

Esse resultado desastroso não é apenas um indicador estatístico, mas a expressão quantitativa de um ambiente institucional em que o poder público é frequentemente capturado por interesses privados, corroendo a confiança social. O declínio também aponta para fragilidades nos mecanismos de controle e fiscalização, frequentemente associadas ao debate sobre a crescente politização das instituições de justiça, ou seja, in casu, o ativismo judicial extrapola seus limites e adentra desaforadamente a área da política.

O Brasil nos últimos três anos se transformou numa verdadeira “casa da mãe Joana”. Do ponto de vista econômico, a corrupção vem funcionando como um imposto invisível e arbitrário, seja elevando os custos de transação, inibindo investimentos de longo prazo ou favorecendo o escancarado “capitalismo de compadrio”, no qual relações políticas substituem a concorrência aberta. Daí a imoralidade, o desregramento, a balbúrdia instalada na “casa da mãe Joana”.  

No Brasil atual ainda temos um Estado rico, políticos muito ricos, autoridades públicas milionárias e povo pobre. A corrupção é a mola propulsora desse milagre econômico do Estado e da sua governança. O favor, o partidarismo, o corporativismo e o compadrio se transformam em moeda de troca. A politização das instituições coloca sob suspeita e sob pressão os mecanismos de freios e contrapesos, ou seja, até os mecanismos constitucionais onde os Três Poderes (Executivo, Legislativo e Judiciário) deveriam se fiscalizar e se limitar mutuamente, geram desconfiança geral da opinião pública. Atualmente, a teoria de Montesquieu, cujo objetivo é evitar a concentração de poder, garantir a harmonia e impedir abusos de autoridade, não funciona no Brasil. Os motivos: corrupção, politicagem e falta de caráter.

Wilson Campos (Advogado/Especialista com atuação nas áreas de Direito Tributário, Trabalhista, Cível e Ambiental/ Presidente da Comissão de Defesa da Cidadania e dos Interesses Coletivos da Sociedade, da OAB/MG, de 2013 a 2021/Delegado de Prerrogativas da OAB/MG, de 2019 a 2021). 

Clique aqui e continue lendo sobre temas do Direito e da Justiça, além de outros temas relativos a cidadania, política, meio ambiente e garantias sociais. 

 

Comentários

  1. Vicente J. G. Pôncio11 de março de 2026 às 15:53

    Culpa de tudo isso é do Lula e sua turma petista que não gosta de trabalhar e só pensa em mordomia e malandragem além da corrupção de longos anos desde o primeiro governo petista. MUDA BRASIL !!! Muda Brasil!!! Parabéns doutor Wilson Campos pelo artigo e pela sensatez correta. At.: Vicente J.G. Pôncio (geógrafo).

    ResponderExcluir
  2. Eu trabalho com 8 empregados e tenho uma despesa mensal absurda com impostos e encargos sociais e ainda querem diminuir o 6 x 1 para 4 x 3. Mas quem vai pagar as despesas? O Lula? O Haddad? O PT? Esse governo dos marajás do PT precisa ser afastado e os políticos também devem pagar pela covardia de sempre. Cadeia para todos os ladrões do Brasil. Receba meus sinceros parabéns dr. Wilson por seu Blog e seus textos sempre justos e cem por cento brasilidade e patriotismo. Luciana Horta (lojista e administradora de empresa).

    ResponderExcluir
  3. Rildo e Bianca Medina11 de março de 2026 às 16:24

    Resumimos assim deste jeito: - No Brasil, o lobo do homem é o Estado. Aqui, sim, isso mesmo, o Estado é o lobo do homem. O Estado brasileiro é feito de dirigentes autoritários, mercenários, vingativos e perseguidores. O Estado está tomado por pessoas com ânsia de poder. E esse desespero pelo poder leva essas pessoas à corrupção, à politicagem e à costumeira falta de caráter. O desejo de poder da cúpula brasileira faz com que homens e mulheres se encontrem numa situação de desconfiança generalizada em relação ao Estado. Os conflitos internos acontecem, e muitos em razão dos abusos, dos roubos, dos maus exemplos e da hipertrofia moral do Estado, que resultam em desfalques nas estatais, altos gastos funcionais, intervenção desonesta na economia, insegurança jurídica, fuga de investidores, diminuição gradual da competitividade e desenvolvimento econômico negativo.- Concordamos e pensamos da mesma forma. Muda sim Brasil urgente. Att: Rildo e Bianca Medina (contribuintes e trabalhadores patriotas do Brasil).

    ResponderExcluir

Postar um comentário

Postagens mais visitadas