AUMENTO DO TEOR DE ETANOL NA GASOLINA.
O governo do PT ou do Lula, como queira o leitor, está ensaiando novo aumento de etanol na gasolina, que passará dos atuais 30% para 32%. Mas segundo a imprensa, por enquanto está desmarcada a reunião do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) prevista para esta quarta-feira (24/06), que discutiria o aumento da mistura, uma vez que em nota oficial foi informado que a reunião foi adiada “por motivos de agenda”, e uma nova data será divulgada em breve.
Há também informações de que o aumento do percentual de etanol na gasolina vem sendo tratado pelo governo petista há meses, ou seja, está mais do que certo que vai aumentar de 30% para 32%, conforme divulgado pela própria assessoria do Ministério de Minas e Energia. E embora a medida seja antipática e contestada pelos proprietários de veículos, tudo leva a crer que o governo insistirá na ideia.
Assim, o aumento da mistura de etanol na gasolina para 32% deve voltar à pauta de reunião do governo, e poderá ocorrer a qualquer dia, e deverá contar com a presença do presidente Lula (PT), acompanhado do ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira. Ambos estão na contramão dos interesses dos cidadãos, posto que essa “nova gasolina” corrói peças e motor e tira dinheiro do bolso do motorista.
Setores do governo destacam que a utilização da mistura de etanol na gasolina permite a redução do consumo de moléculas de origem fóssil, substituindo-as por outras de origem renovável. A combustão do etanol emite apenas um terço do CO₂ produzido pela gasolina, e parte desse gás é reabsorvida pelo cultivo da cana-de-açúcar, matéria-prima do biocombustível.
Lado outro, a medida divide opiniões entre governo, indústria e consumidores. De um lado, existe o argumento de ampliar o uso de biocombustíveis e reduzir a dependência de combustíveis fósseis. Do outro, surgem questionamentos sobre os impactos práticos da mudança, especialmente em veículos mais antigos e motocicletas; sobre os efeitos da nova mistura no consumo e no comportamento de alguns veículos; e sobre como isso vai chegar ao bolso do motorista, seja na forma de desconfiança da mistura ou na forma de aumento de despesas.
Sem sombra de dúvida, essa medida vai afetar milhões de brasileiros que abastecem seus veículos todos os dias, principalmente no clima mais frio, com muitos veículos “engasgando” ou ficando parados no trânsito. A mistura não é bem recebida pela maioria dos brasileiros, isso é certo.
Em 2025, o governo Lula passou de 27% para 30% a mistura de etanol na gasolina, com a promessa de que os preços cairiam. Mas nada disso aconteceu. A “nova gasolina” ficou mais fraca em razão da mistura e o bolso do motorista continuou sentindo os impactos, haja vista que os postos de combustíveis mantiveram os preços como estavam. Ou seja, as promessas do atual governo não são confiáveis – nunca foram.
As críticas à mistura de etanol na gasolina estão mais concentradas no aumento do consumo de combustível, na corrosão de peças em carros antigos, e na absorção de umidade. Como o etanol possui menor poder energético que a gasolina, proporções elevadas exigem maior volume para rodar a mesma distância. Com isso, resta óbvio que: maior volume dessa mistura, maiores gastos.
Algumas das principais desvantagens e preocupações técnicas envolvem:
- Menor Autonomia: O poder calorífico do etanol é inferior ao da gasolina. Isso significa que o motor precisa queimar mais combustível para gerar a mesma energia, aumentando o consumo.
- Problemas em Carros Antigos: Veículos a gasolina produzidos antes de 2003 e motores não adaptados sofrem com a “mistura pobre”, além do risco de corrosão em mangueiras, bombas de combustível e bicos injetores.
- Absorção de Água: O etanol é higroscópico (absorve umidade do ar). Em altas concentrações, pode favorecer a separação de fases no tanque e causar falhas na combustão e corrosão.
- Dificuldade na Partida a Frio: Em regiões de temperaturas mais baixas, misturas elevadas podem dificultar a ignição em motores puramente a gasolina.
Em que pese o fato de que os veículos flexíveis (flex) atuais conseguem se adaptar às proporções de etanol, muitos motoristas relatam quedas perceptíveis de rendimento.
Vale observar que o Brasil é um país que destoa dos demais países – o percentual de etanol utilizado no Brasil é significativamente maior que em outros países. Nos Estados Unidos, a mistura é de 10%, enquanto na Europa varia entre 2,5% e 5%. Segundo especialistas no assunto, o percentual ideal seria entre 10% e 20%, pois, mais do que isso é sacrificar o motor do carro e pesar no bolso do motorista/consumidor.
Enfim, as promessas do governo de que haverá redução nos preços dos combustíveis nas bombas, sinceramente, não são nem um pouco confiáveis, uma vez que, nas vezes anteriores, a pequena queda no valor não foi suficiente para compensar o consumo que aumentou.
Wilson Campos (Advogado/Especialista com atuação nas áreas de Direito Tributário, Trabalhista, Cível e Ambiental/ Presidente da Comissão de Defesa da Cidadania e dos Interesses Coletivos da Sociedade, da OAB/MG, de 2013 a 2021/Delegado de Prerrogativas da OAB/MG, de 2019 a 2021).
Esses politicos deveriam ajudar o agro (cana de açucar) mas sem prejudicar o motorista que usa o carro o dia inteiro para trabalhar, deslocar, ir e vir. Com mais etanol na gasolina o desempenho do carro cai muito e com o frio cai ainda mais e isso significa mais gasto para ter o tanque cheio. Se tem mais alcool na gasolina terá mais consumo porque o álcool rende menos e consome mais. Esse governo não tem vergonha de ferrar o trabalhador mais uma vez e agora passando para 32% de álcool na gasolina como quer fazer? Poderia ser no máximo 10% e ponto final. Dr. Wilson Campos obrigado por seus artigos e seu excelente BLOG. Sou Ednaldo Galhardo (seu leitor e representante comercial).
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