O PREFEITO DE BH ESTÁ DE FÉRIAS NA EUROPA E A CIDADE ESTÁ UM CAOS.

 

Pela sexta vez desde que assumiu o cargo de prefeito de Belo Horizonte, Álvaro Damião (União) viaja para o exterior. Agora, estará de férias na Europa de 2 a 30 de janeiro. E como não há vice-prefeito na capital, novamente o presidente da CMBH, Juliano Lopes (Pode), assume a prefeitura de forma interina. Com Lopes à frente da PBH, a vice-presidente da Câmara, Fernanda Pereira Altoé (Novo), ficará como presidente interina do Legislativo.

O que mais incomoda os belo-horizontinos não são as férias do prefeito, mas o fato de que se trata da sexta viagem dele no curto espaço de um ano de mandato. Fica parecendo que Álvaro Damião foi eleito para fazer turismo e não para administrar a cidade.  

Em abril/2025, o prefeito esteve no Peru durante cinco dias para evento do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).

Já em maio/2025, o destino foi a Alemanha, onde o chefe do executivo participou de encontros comerciais e políticos e acompanhou a final da Champions League durante um fim de semana.  

Em junho/2025, o prefeito viajante foi a Israel a convite da embaixada do país para participar do evento “Projetos Municipais para a Segurança Pública e o Desenvolvimento Local”. Na ocasião, ele e outras autoridades tiveram que se abrigar em um bunker devido a ameaças de ataques israelenses contra o Irã. 

Em outubro/2025, Damião esteve em missão na China, onde anunciou investimento de R$ 1 bilhão destinado ao Anel Rodoviário após reunião com a presidente do Banco do Brics, Dilma Rousseff. Mas tudo indica que o dinheiro não veio ainda, pois não existem sinais de obras no local. Ou pode ser falta de tempo do prefeito, que sofre de síndrome de wanderlust (obsessão por viajar). Ora, a gestão municipal fica para depois.

No fim de novembro/2025, Álvaro Damião fez mais uma viagem internacional. Durante cinco dias, esteve no Paraguai, especialmente acompanhando a final da Copa Sul-Americana entre Atlético e Lanús.

Nos termos da lei, a substituição do prefeito pelo chefe do Poder Legislativo está prevista no artigo 105 da Lei Orgânica de Belo Horizonte (LOMBH), e acontece no caso de impedimento ou vacância dos cargos de prefeito e vice-prefeito. Portanto, sabe-se bem que a capital mineira não tem vice-prefeito desde que Álvaro Damião assumiu o Executivo, em março/2025, após o falecimento do titular Fuad Noman, fazendo com que a substituição do chefe do Executivo fique a cargo do chefe do Legislativo Municipal. Já a necessidade de autorização da Câmara para que o prefeito se ausente da cidade ou do país por mais de 15 dias está descrita no inciso X do artigo 84 da LOMBH.

Porém, ainda que legal, a reiterada ausência do alcaide causa inquietação nos moradores da cidade, que reclamam de inúmeros problemas sem solução – trânsito caótico; engarrafamentos monstruosos; enchentes constantes nos dias chuvosos; ruas esburacadas; encostas desprotegidas nas regiões periféricas; lixo e sujeira por todo canto; greve de garis; indiferença do órgão de limpeza pública; aumento gradativo do número de moradores de rua e já perto de 20.000 pessoas; crescimento da violência urbana e enfrentamento de facções em bairros da cidade; obras lentas ou paralisadas em avenidas principais da capital; entre outras centenas de dificuldades enfrentadas pelos cidadãos e contribuintes de BH.   

As redes sociais não perdoam e os comentários ácidos da população de BH são no sentido de que o prefeito devia ser guia de turismo e está na profissão errada; que a cidade tem o prefeito que merece; que os radares de velocidade de Damião são os que mais crescem e mais arrecadam no país; que o prefeito está colecionando momentos internacionais com o dinheiro público; que enquanto ele viaja pela Europa, aumenta-se o valor das passagens dos ônibus; que os espaços criados para as pessoas fazerem atividade física estão com os aparelhos enferrujados e danificados; que a cidade está abandonada; que o eleitor teve a opção do Bruno Engler e agora não adianta chiar; que Damião sempre ficou na aba do Fuad; que o bacana viaja e torra o dinheiro do povo; e que o serviço dele é passear.

As críticas pipocam de todos os lados, e muitos outros belo-horizontinos dizem que, enquanto a população ficar votando em apresentadores de TV e jornalistas da Itatiaia, a cidade nunca vai pra frente. Outros preferem registrar que é só ganhar a eleição que as viagens começam. E os cidadãos mais engraçados comentam que pensavam que ele ia curtir uns dias de férias pescando na Lagoa da Pampulha ou navegando no Capivarã (barco tipo catamarã com capacidade para 30 pessoas).

Mais comentários nas matérias de jornais e nas redes sociais dão conta que o prefeito Damião viajou para analisar os radares europeus para poder implantar em BH; que ele é o rei dos radares; que caiu de paraquedas e não entende nada de gestão; que a cidade está um lixo e vai piorar durante o Carnaval; que não liberou o Fundeb dos funcionários da educação; que não pagou o salário dos contratados da PBH; que ele é prefeito da esquerda e quando estava na Itatiaia criticava tudo que faz agora; que BH está a cada dia pior.

As fartas e robustas críticas dos belo-horizontinos não param por aí e se multiplicam com alegações de que ele é bancado por empresários do transporte coletivo; que ele é uma barca furada; que ganhou o emprego dos sonhos, vive de férias e a cidade está um caos; que ele curte o inverno europeu enquanto os moradores de BH estão nadando nas águas barrentas das enchentes e transitando por ruas alagadas; que o centro da capital está um fedor, mendigos pra lá e pra cá, sujeira e pichações; que a indústria de multas dele vai muito bem, mas a cidade vai muito mal; e que ele não ganha mais nem para síndico de prédio.    

Os belo-horizontinos estão muito indignados com a situação da cidade e não perdoam o prefeito que abandonou a cidade em plena época de chuvas; que aumentou o valor das passagens de ônibus assim que assumiu a prefeitura; que o IPTU está nas alturas e o serviço público municipal é um desastre; que ele se diverte na neve da Europa e aqui as árvores estão caindo; que ele, esquerdista e lulista, deveria ter ido para Cuba ou Venezuela e não para Paris; que os gastos da viagem deveriam ser investigados pelas autoridades competentes; e que o presidente Trump deveria fazer uma visitinha à PBH e checar o que está acontecendo. Ou seja, os cidadãos da capital estão muito contrariados.  

Assim, diante do exposto e ainda que seja alta a indignação popular, os problemas de BH só aumentam. Enquanto isso, de férias até o dia 30 de janeiro, o prefeito da capital, Álvaro Damião, está viajando pela Europa ao lado da namorada. E segundo a imprensa, o casal já passou por Londres e Paris e deve visitar outros destinos do continente em pleno inverno europeu, com temperaturas próximas de 0°C.

A rigor, em respeito ao princípio do contraditório, cabe ao prefeito, se do seu interesse, defender-se das críticas dos leitores de jornais, dos usuários de redes sociais e dos moradores de BH.  

Wilson Campos (Advogado/Especialista com atuação nas áreas de Direito Tributário, Trabalhista, Cível e Ambiental/ Presidente da Comissão de Defesa da Cidadania e dos Interesses Coletivos da Sociedade, da OAB/MG, de 2013 a 2021/Delegado de Prerrogativas da OAB/MG, de 2019 a 2021).  

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Comentários

  1. Doutor Wilson Campos eu peço licença para dizer que esse prefeito que caiu de paraquedas na PBH é um tremendo fanfarrão e não está nem aí para a cidade e é um puxa saco de empresários. Ele gosta mesmo é de namorar mocinha nova e bancar tudo com o dinheiro do povo de BH. Ele foi um péssimo vereador e nunca fez um projeto que prestasse. Ele é um radialista de futebol médio e nunca será um bom administrador municipal. Ele não cumpre o que o Fuad prometeu na campanha. Ele é um arremedo de prefeito. Ele está deixando BH entregue às baratas, à chuva, ao lixo, ao caos no trânsito e tudo mais que o senhor mencionou no seu esplêndido artigo. Parabéns doutor. Att: Lulu Martins (pedagoga e professora e cidadã).

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  2. Frederico A. J. Trade22 de janeiro de 2026 às 14:33

    O IPTU está caro para nós e o prefeito está gastando euros na Europa. Os impostos estão arrebentando com a gente aqui e o prefeito está passeando no inverno europeu com namorada jovem. A cidade está um terror e ele passeando 6 vezes por ano. Hoje a gente gasta mais de uma hora para percorrer de carro uma distância que há 10 anos gastava só 15 minutos. O trânsito está de matar e pior ainda na avenida Cristiano Machado para os lados de Venda Nova, perto do Shopping Estação e perto do Minas Shopping. Isso sem falar do Belvedere, do Buritis, etc, etc. E o prefeito viajante passeando por 30 dias depois de outras 5 viagens ao exterior. Pelo amor de Deus povo, aprende a votar. Aprende a votar gente. Dr. Wilson Campos advogado, seus artigos são nota 10!!! Abr. Frederico A.J. Trade (contribuinte, morador, jornalista, publicitário).

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  3. Maria Lívia R. T. Prazeres23 de janeiro de 2026 às 16:16

    Nós estamos vivendo numa cidade que antes tinha o nome de CIDADE JARDIM E QUE HOJE DEVERIA CHAMAR CIDADE DO LIXO E DOS MORADORES DE RUA. A nossa BH não tem mais calçadas livres e os moradores de rua tomaram conta e ainda xingam e brigam se são cobrados na limpeza e na educação e ainda tem muitos que rouba e fica por isso mesmo. O lixo no meu bairro vai de canto a canto e fede e junta moscas. E enquanto isso nosso prefeito (que não eleito pelo povo) e ganhou uma carona não faz nada a não ser viajar com sua namorada a tira-colo pro exterior. Vida boa com 6 viagens internacional em um ano de mandato. Que moleza hein prefeito??? É verdade mesmo que ...Os belo-horizontinos estão muito indignados com a situação da cidade e não perdoam o prefeito que abandonou a cidade em plena época de chuvas; que aumentou o valor das passagens de ônibus assim que assumiu a prefeitura; que o IPTU está nas alturas e o serviço público municipal é um desastre; que ele se diverte na neve da Europa e aqui as árvores estão caindo; que ele, esquerdista e lulista, deveria ter ido para Cuba ou Venezuela e não para Paris; que os gastos da viagem deveriam ser investigados pelas autoridades competentes; e que o presidente Trump deveria fazer uma visitinha à PBH e checar o que está acontecendo. Ou seja, os cidadãos da capital estão muito contrariados. (Att: Maria Lívia RT Prazeres - estudante 6º período de psicologia).

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