QUANDO A IRRESPONSABILIDADE PASSA A SER MAIS CONVENIENTE QUE A RESPONSABILIDADE.

 

Um acontecimento estarrecedor sacudiu o Brasil no dia 8 de janeiro de 2023. Ocorreu o ato indigno e vergonhoso de desumanidade contra os brasileiros presos e submetidos a processos arbitrários, na contramão do devido processo legal, assim como se deu a perseguição odiosa a opositores políticos, entre eles o ex-presidente Jair Bolsonaro. Constatou-se, a partir daí, que a irresponsabilidade passou a ser mais conveniente que a responsabilidade. Vergou-se a Constituição, de forma descarada.

Os pedidos de perdão para os presos não surtiram efeito. O sistema covarde e cruel não cedeu, e a sensação nacional foi de nojo profundo. Os idiotas do “sem anistia” foram-se tornando mais atrevidos e perigosos. Enquanto o establishment se omitia ou fazia vista grossa, os pobres coitados, cidadãos comuns, vestidos de verde e amarelo eram jogados em uma prisão fétida e insalubre. E mais uma vez a irresponsabilidade passou a ser mais conveniente que a responsabilidade.

Os Três Poderes refletiam um cansaço moral inexplicável, muito em razão da sua indecorosa falta de atitude. A carruagem desgovernada teve seu comando assumido pelo STF. A nação viu então surgir o ativismo judicial, o desrespeito às competências institucionais, o mal triunfar sem consequências em detrimento do bem, os escândalos sucederem escândalos, o crime organizado avançar sobre o território, a impunidade prosperar e o cidadão honesto e trabalhador ser esmagado por um Estado incapaz de proteger os bons, mas atento na defesa de bandidos e corruptos, e cada vez mais voraz nos gastos e na cobrança de impostos. E de novo, a irresponsabilidade passou a ser mais conveniente que a responsabilidade.

O Brasil foi-se transformando, aos poucos, numa terra sem lei, que socorre o delinquente que rouba um celular para comprar uma cervejinha, mas não move uma palha para socorrer a vítima ou corrigir o erro. Os ilícitos viraram parte da normalidade e o Estado se transformou em uma verdadeira fábrica de irresponsáveis. Ou seja, a irresponsabilidade passou a ser mais conveniente que a responsabilidade.

Alguns desavisados e mal intencionados dizem que o problema do povo é a pobreza e que o governo tem o dever de diminuir as desigualdades, custe o que custar. Mas a realidade é bem outra, uma vez que o problema não é a pobreza, não é o desemprego, não é o infortúnio. O problema é a cultura que o Estado tributador cria, especialmente quando dá dinheiro a 54 milhões de pessoas à custa do suor e do trabalho árduo do contribuinte. O Estado erra quando garante auxílios para quem não merece ou precisa. E esse erro custa caro para a população que paga impostos. Sim, repete-se o drama: a irresponsabilidade passou a ser mais conveniente que a responsabilidade.

O Estado também erra quando premia irresponsáveis e vagabundos e mais ainda quando dá tapinhas nas costas e ajuda quem não tem compromisso real com a própria vida ou com a vida da sua prole. O Estado fracassa quando fecha os olhos para o vício das drogas e ainda diz que o coitadinho está doente e sem condições de produzir. O Estado se anula quando o narcotráfico domina e mete terror. O poder público destrói a dignidade da nação quando permite a impunidade de criminosos e oferece cama, comida e roupa lavada para quem não quer carteira assinada e prefere viver de bolsa família, indefinidamente.

O governo exagera nos auxílios sociais. O que deveria ser uma ajuda emergencial, temporária, vira um sistema permanente. O que deveria ser um ato de humanidade e proteção para os mais vulneráveis vira um incentivo estrutural, um emprego estatal para oportunistas, sem a contrapartida do ofício e do trabalho. E dessa forma, o Estado não está ajudando, mas, ao contrário, o Estado está apenas contribuindo para uma produção contínua de dependentes, negligentes e irresponsáveis. O Estado é cúmplice das consequências, que virão, mais cedo ou um pouco mais tarde.

Casais dormindo em barracas de lona e papelão, em plena luz do dia, sol a pino, não têm modos e estão virando moda. As drogas compradas com o dinheiro do auxílio do governo alimentam a dependência química. Os zumbis dormem e acordam como se a vida não pedisse disciplina, trabalho, compromissos, deveres. Não. A irresponsabilidade passa a ser mais conveniente que a responsabilidade. 

O governo “progressista” só enxerga eleitores à sua frente, sejam eles membros da incrível fábrica de moradores de rua ou parte da pobreza que se satisfaz com as migalhas das ajudas do governo. Mal sabem eles, despossuídos, que a conta é paga pelo contribuinte e não pelo governo. Mas sabem eles, coitadinhos, que quem trabalha, quem paga impostos, quem financia tais benesses, é justamente aquele que adia planos e prazeres, que trabalha cinco meses do ano só para pagar impostos, que limita o número de filhos ao que pode criar e sustentar, que não pode dormir até tarde e não tem um dia sequer de acolhimento do governo, que não tem comida grátis e muito menos ajuda permanente. Ele é justamente aquele cidadão, trabalhador, que paga a conta.

A irresponsabilidade do governo “progressista” é tão grande, que ele coloca o Estado na condição de fornecedor de facilidades, protege quem erra e pune quem acerta, repreende quem produz e estimula a proliferação de fracassados. E o resultado dessa infâmia toda não se chama inclusão, mas continuação da dependência, da esmola e da segregação social. O sistema se transforma numa máquina de alimentar pecadores, que viram as costas para a religião e cultuam as drogas, o vício, a preguiça.

O Estado é o grande culpado das mazelas do povo, pois gasta muito e gasta mal. O Estado irresponsável produz irresponsáveis. Uma nação que amanhece e anoitece bombardeada de escândalos políticos e financeiros não pode ter boa sorte. Um país que impõe censura por meio do STF desde 2019 não é sério e não está no bom caminho. Ao contrário, caminha para o abismo e leva junto a população.

Os escândalos da fraude bilionária contra os aposentados do INSS e esse do Banco Master (ambos recentes) são a tônica exata de quando a irresponsabilidade passa a ser mais conveniente que a responsabilidade. O Executivo, o Legislativo e o Judiciário estão juntos e misturados nesse imbróglio e não têm como explicar ou não querem explicar. O governo é exemplo de incúria e improbidade. O Congresso está de joelhos, como sempre esteve na história do país. A Suprema Corte está desacreditada totalmente e recebe críticas severas diárias. Os envolvidos são muito próximos do Estado. Os respingos da sujeira atingem a todos.

Quando a irresponsabilidade passa a ser mais conveniente que a responsabilidade o Estado precisa agir rápido. Mas no Brasil ocorre o inverso – o Estado, por ser parte dos erros e conivente com os escândalos absurdos, cala-se e depois varre o lixo para debaixo dos tapetes dos palácios, e ainda coloca 100 anos de sigilo para encobrir irregularidades. O símbolo da opacidade atende interesses dos Três Poderes. O povo percebe todas as ações vis, mas ainda assim se omite e se coloca de cócoras com o queixo aos joelhos. Que coisa!

Enquanto a irresponsabilidade for mais conveniente que a responsabilidade, diremos: Pobre Brasil! Pobre nação! Pobre povo brasileiro! Até quando?

Wilson Campos (Advogado/Especialista com atuação nas áreas de Direito Tributário, Trabalhista, Cível e Ambiental/ Presidente da Comissão de Defesa da Cidadania e dos Interesses Coletivos da Sociedade, da OAB/MG, de 2013 a 2021/Delegado de Prerrogativas da OAB/MG, de 2019 a 2021). 

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Comentários

  1. Parabéns dr. Wilson e concordo 1000% com o senhor em tudo. Essa irresponsabilidade estatal no Brasil está tornado-se uma coisa corriqueira, diária, manifesta e declarada. Uma vergonha se quer saber. Parabéns mestre Wilson Campos. Att: Luciana Cardoso (mestra/doutora e contribuinte).

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  2. Lourenço J. G. Vitalino21 de janeiro de 2026 às 14:13

    Eu concordo também com o artigo e digo que nós brasileiros estamos pagando pelos erros dessa gente irresponsável dos 3 podres poderes. O Estado é o grande culpado das mazelas do povo, pois gasta muito e gasta mal. O Estado irresponsável produz irresponsáveis. Uma nação que amanhece e anoitece bombardeada de escândalos políticos e financeiros não pode ter boa sorte. Um país que impõe censura por meio do STF desde 2019 não é sério e não está no bom caminho. Ao contrário, caminha para o abismo e leva junto a população. Os escândalos da fraude bilionária contra os aposentados do INSS e esse do Banco Master (ambos recentes) são a tônica exata de quando a irresponsabilidade passa a ser mais conveniente que a responsabilidade. O Executivo, o Legislativo e o Judiciário estão juntos e misturados nesse imbróglio e não têm como explicar ou não querem explicar. O governo é exemplo de incúria e improbidade. O Congresso está de joelhos, como sempre esteve na história do país. A Suprema Corte está desacreditada totalmente e recebe críticas severas diárias. Os envolvidos são muito próximos do Estado. Os respingos da sujeira atingem a todos. Meu prezado doutor Wilson Campos somos patriotas e amamos nosso país mas essa gente aí não sabe o que é isso não. Meus sinceros e preclaros parabéns pelo seu artigo e por seus artigos e colunas nos jornais. Excelentes contribuições. Abr. Lourenço J.G. Vitalino (servidor público aposentado e patriota brasileiro).

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  3. No país da irresponsabilidade com o povo, o governo esquerdista progressista protege bandidos e condena inocentes. Dr Wilson Campos parabéns pelo artigo na defesa do nosso povo e do nosso Brasil. Minha gratidão. Abraço cordial de Felisberto Almeida (empresário e cidadão).

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  4. Antônio J. F. Lima Netto22 de janeiro de 2026 às 14:37

    Fico com essa parte e meus aplausos para o texto todo. Assino embaixo. Destaco essa parte porque vivo esse tormento na minha rua todo dia: ... O governo exagera nos auxílios sociais. O que deveria ser uma ajuda emergencial, temporária, vira um sistema permanente. O que deveria ser um ato de humanidade e proteção para os mais vulneráveis vira um incentivo estrutural, um emprego estatal para oportunistas, sem a contrapartida do ofício e do trabalho. E dessa forma, o Estado não está ajudando, mas, ao contrário, o Estado está apenas contribuindo para uma produção contínua de dependentes, negligentes e irresponsáveis. O Estado é cúmplice das consequências, que virão, mais cedo ou um pouco mais tarde. Casais dormindo em barracas de lona e papelão, em plena luz do dia, sol a pino, não têm modos e estão virando moda. As drogas compradas com o dinheiro do auxílio do governo alimentam a dependência química. Os zumbis dormem e acordam como se a vida não pedisse disciplina, trabalho, compromissos, deveres. Não. A irresponsabilidade passa a ser mais conveniente que a responsabilidade. (a) Antônio J.F. Lima Netto (empresário EP e MEI).

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